setembro 03, 2009

Rita Lee




Rita Lee Jones Carvalho, mais conhecida como Rita Lee (São Paulo, 31 de dezembro de 1947) é uma cantora, compositora e instrumentista brasileira.

Biografia

Nascida Rita Lee Jones, é a filha mais nova de Charles Fenley Jones (imigrante norte-americano) e de Romilda Padula (filha de italianos). Seus pais tiveram outras duas filhas, Mary Lee e Virginia Lee. Rita foi educada no colégio francês paulistano Liceu Pasteur, e hoje fala fluentemente português, inglês, francês, espanhol e italiano. Também chegou a cursar Comunicação Social na Universidade de São Paulo em 1967, na mesma turma da atriz Regina Duarte, mas deixou a universidade durante o primeiro período.

Durante a infância, teve aulas de piano com a musicista clássica Magdalena Tagliaferro. Na adolescência começa a se apresentar em colégios como componente do Tulio's trio. Em 1963, forma um conjunto com mais duas garotas, as Teenage Singers, que participam de shows e de festas colegiais. No ano seguinte elas conhecem um trio masculino, Wooden faces. Os dois grupos se juntam, formando o Six Sided Rockers, banda que depois se chamará O'Seis, que chega a gravar um disco compacto com duas músicas. Com a saída de três componentes, sobram Rita, Arnaldo e Sérgio que passam a se chamar O Konjunto. Por sugestão de Ronnie Von, o grupo passou a chamar-se Os Mutantes.

Carreira

Entre 1966 e 1972 foi, com Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, integrante da banda Os Mutantes, cantando, tocando flauta e percussão, além de performances bissextas no sintetizador, no banjo e manipulando bizarrices como um gravador portátil (na música Caminhante Noturno) e uma bomba de dedetização (em Le Premier Bonheur du Jour) e sendo letrista. Em 1967, a banda acompanhou Gilberto Gil no III Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), na apresentação da canção antológica Domingo no Parque. Rita gravou seis discos com a banda, entre 1968 e 1972, e foi casada com o companheiro de banda, Arnaldo (o divórcio seria assinado somente em 1977).

Rita gravou dois discos solo, acompanhada dos componentes dos Mutantes. Build up (1970), era a trilha sonora de um show que Rita fez exclusivamente para uma edição da Fenit (feira de moda de São Paulo) - deste disco saiu seu primeiro hit solo, José. Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida (1972), foi lançado com o seu nome pois Os Mutantes já tinham lançado disco naquele ano. Rita deixou os Mutantes neste mesmo por motivos que ainda não foram devidamente esclarecidos por suas diferentes versões. Ela alega que seus companheiros achavam que ela não tinha o virtuosismo necessário para tocar o rock progressivo, novo interesse da banda. Porém todos os outros integrantes da banda (incluindo o baixista Liminha e o baterista Dinho Leme afirmam que foi ela quem decidiu deixar a banda.

Depois de um curto período de depressão, formou com a amiga Lúcia Turnbull uma dupla no estilo glam rock (ou glitter rock), As Cilibrinas do Éden, cuja única gravação, ao vivo, no festival Phono 73, foi lançada recentemente, mais de 35 anos depois. Uma das músicas da dupla daria origem ao hit Shangrilá, em 1980.

Rita e Lúcia desistem da dupla e formam a banda Tutti-frutti. Rita, além de cantar, tocava piano, sintetizador, gaita e violão. Conseguem um contrato com a gravadora Somlivre, mas esta exige que o grupo assine como Rita Lee e Tutti-frutti. Durante a gravação do primeiro disco, Lúcia Turnbull deixa o grupo. Deste disco o hit é Menino Bonito. Mas é com o disco Fruto Proibido, de 1975, que Rita alcança a consagração nacional, com vários sucessos como Agora só falta você, Esse tal de roque enrow e especialmente Ovelha negra. Fruto Proibido torna-se uma espécie de manual para fazer-se rock em português.

Em 1976, conhece o músico carioca Roberto de Carvalho e inicia uma parceria musical/amorosa de sucesso, que segue até os dias atuais. Com ele, Rita dá à luz ao seu primeiro filho, Beto Lee em 1977, seguido por João em 1979, e Antonio em 1981.

Mulher 80

Desde a década de 1960, quando surgiram os Festivais de Música Popular Brasileira até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos musicais, apresentando novos e conhecidos talentos, eles registravam índices recordes de audiência. Rita Lee participou do especial Mulher 80 (Rede Globo, 1979), um desses momentos marcantes da televisão. O programa, dirigido por Daniel Filho, exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a 'Mulher' e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional.

No fim da década de 70 e durante todos os anos 80, Rita e Roberto emplacam sucesso após sucesso nas paradas. Contudo, Rita ainda passa por intervenções cirúrgicas na época: uma devido a calos nas cordas vocais e outra na face, devido a um acidente de carro.

Depois do rompimento de seu contrato com a Somlivre, em 1986, Rita dedica-se, com a parceria do amigo escritor Antonio Bivar, a um programa de rádio, Rádio Amador, que escreve e apresenta, adotando o nome Lita Ri, e interpreta vários personagens.

Anos 1990

Em 1991, Rita separa-se temporariamente de Roberto de Carvalho (ao menos profissionalmente) e inicia a bem-sucedida turnê voz-e-violão Bossa 'n' Roll, seguida do disco Rita Lee, dedicado a um rock'n'roll mais purista. O casal só viria a dividir o palco novamente em 1995.

Rita teve seu nome envolvido com drogas durante muito tempo. Experimentou maconha, mescalina e LSD no final dos anos 60, e em agosto de 1976, durante sua primeira gravidez, foi presa por porte de maconha. Na década de 80, interna-se em uma clínica de reabilitação devido a uma combinação de uso de drogas e stress (já havia sido hospitalizada por estafa no início dos anos 70, e voltou a ser internada pelo mesmo motivo em 2004). Em 1995, pouco antes de abrir o primeiro show dos Rolling Stones em solo brasileiro, deu entrada no hospital por overdose, e no ano seguinte, sob efeito de barbitúricos, sofreu uma queda da varanda no segundo andar de seu sítio, esfacelando seu côndilo maxilar e tendo que passar por uma cirurgia para colocação de pinos de titânio. Os médicos teriam dito que, após o acidente, ela jamais voltaria a cantar. Contudo, depois da cirurgia bem-sucedida e diante da possibilidade de retomar sua carreira, Rita teria se comprometido a largar as drogas, o que, segundo uma declaração da cantora ao programa Fantástico, (Rede Globo), só fez totalmente em janeiro de 2006, depois de procurar ajuda em um hospício.

Televisão

Rita participou das novelas globais Top Model e Vamp. Em Top Model, escrita por Wálter Negrão e Antônio Calmon, Rita era Maria Regina, a Belatrix, uma das ex-mulheres do surfista Gaspar, interpretado por Nuno Leal Maia. Em Vamp (também escrita por Calmon), Rita era a roqueira-vampira Lita Ree, amiga da protagonista Natasha, personagem de Cláudia Ohana. Em show fictício, dentro da novela, Cláudia e Rita, Natasha e Lita respectivamente, cantaram juntas o grande sucesso Doce Vampiro. Rita teve um programa na MTV Brasil em 1991 intitulado "TVLeeZão". Também participou de Sai de Baixo, em um dos episódios de Natal do programa.

Dias atuais

Em Dezembro de 1996, Rita casa-se legalmente com Roberto de Carvalho, passando a assinar Rita Lee Jones Carvalho e, em 1998, lança seu Acústico MTV, sucedido por mais três discos de estúdio, um deles composto por covers e versões em português de músicas dos Beatles. Em 2002, passa a co-apresentar o programa de televisão Saia Justa, no canal pago GNT. Rita já havia tido experiências na área ao comandar o programa TVLeeZão na MTV, em 1990. De setembro a dezembro de 2005, comandou, ao lado do marido, o talk-show Madame Lee no canal pago GNT (Globosat).

No final de 2005, Rita tornou-se avó pela primeira vez. Sua neta Izabella, filha de Beto Lee, ocupou boa parte do seu ano de 2006. Apesar disso, nesse ano Rita estreou uma mini-turnê que percorreu pequenas cidades de interior e tinha como objetivo testar o repertório da turnê que pretende fazer em 2007 como comemoração aos seus 40 anos de carreira.

Atualmente, a cantora se dedica a turnê Pic Nic, fazendo shows pelo Brasil, que estão sendo registrados para segundo box de DVDs, que será lançado em 2008, junto com o novo CD, pela gravadora Biscoito Fino.

Entre 1986 e 1992, escreveu quatro livros infantis, tendo como protagonista o rato cientista Dr. Alex. É adepta do vegetarianismo e militante dos direitos dos animais.

Sucessos

Em seus 40 anos de carreira, Rita Lee imortalizou vários sucessos: "Agora só falta você", "Coisas da vida", Esse tal de roque enrow, Menino Bonito, Ovelha Negra, Fruto Proibido, Luz del Fuego, Arrombou a festa, Jardins da Babilônia, " Eu e meu gato", Agora é moda, Chega mais, Mania de você, Doce vampiro, Lança Perfume, Saúde, Flagra, Pega Rapaz, Bwana, Obrigado não, Erva Venenosa, Desculpe o Auê, além da mais recente Amor e sexo e Tudo Vira Bosta .

Renato Russo




Renato Manfredini Júnior (Rio de Janeiro, 27 de março de 1960 — Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1996), mais conhecido como Renato Russo, foi um cantor, compositor e músico brasileiro, membro da banda Legião Urbana e do Aborto Elétrico.

É considerado o maior compositor do rock brasileiro.[1] Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico (1978), a qual perdurou durante quatro anos, e terminou devido às constantes brigas que havia entre ele e o baterista Fê Lemos.[2] Renato herdou desta banda uma forte influência punk que influenciou toda a sua carreira. Nessa mesma época, aos 18 anos assumiu para a sua mãe que era homossexual; em 1988 assumiu publicamente.[1]

Alguns anos depois, em 1982, integrou a banda Legião Urbana. Nesta nova banda desenvolveu um estilo mais próximo ao pop e ao rock do que ao punk. Russo permaneceu na Legião Urbana até sua morte, em 11 de outubro de 1996.

Gravou ainda três discos solo e cantou ao lado de Herbert Vianna, Cássia Eller, Paulo Ricardo, Erasmo Carlos, Leila Pinheiro e 14 Bis.

Infância

Até os seis anos de idade, Renato sempre viveu no Rio de Janeiro junto com sua família. Começou a estudar cedo no Colégio Olavo Bilac, na Ilha do Governador. Nessa época teria escrito uma bela redação chamada "Casa velha, em ruínas...", que nunca foi divulgada na integra.

Em 1967, mudou-se com sua família para Nova Iorque pois seu pai, funcionário do Banco do Brasil, fora transferido para agência do banco em Nova York, mais especificamente para Forest Hills[3], no distrito de Queens, onde foi introduzido à língua e cultura norte-americana.

Aos nove anos, em 1969, Renato e sua família voltam para o Brasil, indo morar na casa de seu tio Sávio numa casa na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.

Adolescência

Em 1973 a família trocou o Rio de Janeiro por Brasília, passando a morar na Asa Sul. Em 1975, aos quinze anos, Renato começou a atravessar uma das fases mais difíceis e curiosas de sua vida quando fora diagnosticado como portador da epifisiólise, uma doença óssea. Ao saber do resultado, os médicos submeteram-no a uma cirurgia para implantação de três pinos de platina na bacia. Renato sofreu duramente a enfermidade, tendo que ficar seis meses na cama, quase sem movimentos.

Carreira

Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico, ao lado dos irmãos Felipe Lemos (Fê) (bateria) e Flávio Lemos (baixo elétrico) e do sul-africano André Pretorius (guitarra). O grupo durou quatro anos, de 1978 a 1982, terminando por brigas entre Fê e Renato. O Aborto Elétrico foi a semente que deu origem à Legião Urbana e ao Capital Inicial (formado por Fê e Flávio, junto ao guitarrista Loro Jones e ao vocalista Dinho Ouro-Preto.

Após o fim do Aborto Elétrico, Renato começa a compor e se apresentar sozinho, tornando-se o Trovador Solitário. A fase solo durou poucos meses, até que o cantor se juntou a Marcelo Bonfá (baterista do grupo Dado e o Reino Animal), Eduardo Paraná (guitarrista, conhecido como Kadu Lambach) e Paulo Guimarães (tecladista, conhecido como Paulo Paulista), formando a Legião Urbana, tendo Renato como vocalista e baixista.

Após os primeiros shows, Eduardo Paraná e Paulo Paulista saem da Legião. A vaga de guitarrista é assumida por Ico-Ouro Preto, irmão de Dinho Ouro-Preto, que fica até o início de 1983. Seu lugar é assumido definitivamente por Dado Villa-Lobos (que criou a banda Dado e o Reino Animal com Marcelo Bonfá, Dinho Ouro Preto, Loro Jones e o tecladista Pedro Thompson). A entrada de Dado consagrou a formação clássica da banda.

À frente da Legião, que contou com o baixista Renato Rocha entre 1984 e 1989, Renato Russo atingiu o auge de sua carreira como músico, sendo reconhecido como um dos maiores poetas do rock brasileiro, criando uma relação com os fãs que chegava a ser messiânica (alguns adoravam o cantor como se fosse um deus). Os mesmos fãs chegavam a fazer um trocadilho com o nome da banda: Religião Urbana/Legião Urbana. Renato desconsiderava este trocadilho e sempre negou ser messiânico.

Morte

Renato Russo morreu, pesando apenas 45 quilos, em consequência de complicações causadas pela Aids (era soropositivo desde 1989), mas jamais revelou publicamente sua doença[1]. Seu corpo foi cremado e suas cinzas lançadas sobre o jardim do sítio de Roberto Burle Marx.

No dia 22 de outubro de 1996, onze dias após a morte do cantor, Dado e Bonfá, ao lado do empresário Rafael Borges, anunciaram o fim das atividades do grupo. Estima-se que a banda tenha vendido cerca de 15 milhões de discos no país durante a vida de Russo. Mais de uma década após sua morte, a banda ainda apresenta vendagens expressivas de seus discos.

Morte

Renato Russo morreu, pesando apenas 45 quilos, em consequência de complicações causadas pela Aids (era soropositivo desde 1989), mas jamais revelou publicamente sua doença[1]. Seu corpo foi cremado e suas cinzas lançadas sobre o jardim do sítio de Roberto Burle Marx.

No dia 22 de outubro de 1996, onze dias após a morte do cantor, Dado e Bonfá, ao lado do empresário Rafael Borges, anunciaram o fim das atividades do grupo. Estima-se que a banda tenha vendido cerca de 15 milhões de discos no país durante a vida de Russo. Mais de uma década após sua morte, a banda ainda apresenta vendagens expressivas de seus discos.

Curiosidades

* Em 2001, foi publicado o livro Sempre Há uma Luz, pela editora DPL, psicografado por Sérgio Luís, o qual consiste em um suposto relato de Renato Russo sobre sua "passagem para o plano espiritual".
* A Rede Globo contou a história de Renato Russo no especial "Por Toda a Minha Vida", apresentado pela atriz Fernanda Lima.

Kleber Lucas




Kleber Lucas (São Gonçalo, 23 de junho de 1968) é um cantor e compositor brasileiro de música gospel. É casado, pastor, congrega-se na Sara Nossa Terra da Tijuca, e mantém contrato com a MK Music.

Aos dezessete anos, Kleber entrou na Igreja Nova Vida de Niterói, estado do Rio de Janeiro. Seu envolvimento com a música iniciou-se quando participou do coral daquela igreja.

Início

Foi no coral da igreja que Kleber Lucas passou a se envolver com a música gospel, onde aprendeu as primeiras notas. Foi em 1986, durante um congresso na Igreja Metodista, que ele conheceu o bispo Robson Rodovalho e o líder de louvor da Comunidade de Goiânia, Bené Gomes.

Em 1988, ao se mudar para Goiânia, ficou nove anos fazendo parte do ministério local. Foi neste período que ele estudou Teologia na Escola Bíblica e se dedicou ao aprendizado de música. Kleber foi influenciado pela visão de louvor e adoração do pastor César Augusto, que foi muito importante na formação do seu ministério.

Seu primeiro CD

Em 1996, Kleber foi para Brasília, lá gravou seu primeiro CD independente, Rendei Graças.

Kelly key




Kelly Key, nome artístico de Kelly de Almeida Afonso Freitas, (Rio de Janeiro, 3 de março de 1983) é uma cantora POP brasileira.

Biografia

A primeira aparição de Kelly Key na TV aconteceu em 1999, quando apresentava o programa Samba, Pagode & Cia. Na Rede Globo, junto com os pagodeiros Netinho de Paula e Salgadinho. O programa que era exibido aos sábados teve vida curtíssima devido à baixa audiência e foi extinto dois meses depois de sua estréia.

Em 2000, nasceu sua filha Suzanna (fruto de seu relacionamento com o cantor Latino). No mesmo ano, gravou seu primeiro CD, apresentado para várias gravadoras. Porém, foi a Warner Music que resolveu lançar o álbum, pois achou o material gravado bastante comerciável.

A carreira musical de Kelly Key começa então em 2001 com o estouro de seu primeiro single: Escondido. A cantora chegou ao disco de platina no primeiro álbum, intitulado apenas Kelly Key. Vários sucessos como Anjo, Baba, Cachorrinho, além da própria Escondido, contagiaram muitas pessoas, o que projetou a cantora nacionalmente e também internacionalmente. O mesmo CD ganhou versão em espanhol, devido ao grande sucesso na América Latina.

Em 2002, devido ao sucesso de suas canções também nas pistas de dança, foi lançado Remix Hits, que chegou ao disco de ouro. É uma coletânea de versões remixadas da maioria das músicas do primeiro disco. Ainda em 2002, Kelly Key posou nua, para a revista Playboy de dezembro do mesmo ano. Tudo isso em meio ao conturbado fim de seu relacionamento com Latino.

Em 2003, a cantora torna-se namorada do angolano Jaime Pedro Freitas, conhecido como Mico Freitas. No mesmo ano, lançou seu segundo disco: Do Meu Jeito, que vendeu 300 mil cópias.

Em 2004, casou-se com Mico Freitas. No mesmo ano, ficou grávida do seu segundo filho: Jaime Vítor. Ainda em 2004, gravou um CD e um DVD ao vivo, intitulados Kelly Key - Ao Vivo, gravados no Canecão, Rio de Janeiro. Foram vendidas cerca de 50 mil cópias do CD e 70 mil do DVD.

Jaime Vitor, seu segundo filho, nasce dia 4 de fevereiro de 2005. Em maio do mesmo ano, lançou seu quinto CD, também intitulado Kelly Key. O que marcava um recomeço, vendendo cerca de 80 mil cópias. A turnê de shows desse CD foi nomeada O Filme Já Vai Começar, uma das canções do CD, que lançou sucessos como Sou a Barbie Girl (versão de Barbie Girl, sucesso da banda dinamarquesa Aqua).

Em 2006, mais um CD: Por Que Não?. E mais um DVD: Toda Linda.

No ano de 2007, Kelly Key lança uma coletânea com seus maiores sucessos. O álbum da cantora, intitulado 100% Kelly Key, traz 15 faixas, entre essas três inéditas: Você é o Cara, Super Poderosa e Quando a Noite Cai. Este CD é o seu primeiro lançamento na Som Livre.

Em 2008 lança seu mais recente CD, o segundo pela Som Livre, sendo o primeiro de inéditas, intitulado Kelly Key, novamente, e apelidado pelos fãs de "Pra Brilhar". Indecisão (uma versão do single Sometimes da cantora Pop Britney Spears) é um dos destaques do CD.

Fafá de Belém




Fafá de Belém, nome artístico de Maria de Fátima Palha de Figueiredo (Belém, 10 de agosto de 1956), é uma cantora e atriz brasileira.

Biografia

Filha do advogado e bancário Joaquim de Figueiredo (Seu Fefê) - falecido em 1997 - e de Eneida Palha, filha de uma família de políticos da região (Dona Dê), Fafá pertencia a uma família de classe média-alta da capital paraense e desde a infância destacava-se nas reuniões familiares com a voz afinada. Na adolescência já gostava de música e, em parceria com amigos, fez alguns espetáculos em bares e casas noturnas, fugindo de casa para realizar tal fato.

Em 1973 conheceu o baiano Roberto Santana, produtor do grupo Quinteto Violado e musical da Polygram, que a aconselhou a investir na carreira fonográfica. Incentivada por este, apresentou-se em alguns lugares como Rio de Janeiro, Salvador e em Belém. Nesse mesmo ano, estreou como cantora profissional no musical Tem muita goma no meu tacacá, que satirizou o cenário político da época. O espetáculo, estrelado no principal teatro de Belém, o Theatro da Paz, também contou com a participação especial do conterrâneo, o futuro ator Cacá Carvalho. Como as cantoras de sua geração, foi fortemente influenciada por cantores consagrados da MPB como Maysa, Roberto Carlos, Cauby Peixoto e os grupos Jovem Guarda e Beatles, ouvindo-os com entusiasmo, além de outros gêneros, como jazz, música clássica, e os grandes ídolos do rádio.

Djavan




Djavan Caetano Viana (Maceió, 27 de janeiro de 1949) é um cantor, compositor e violonista brasileiro.

Djavan combina tradicionais ritmos sul-americanos com música popular dos Estados Unidos, Europa e África. Entre seus sucessos musicais destacam-se, "Nem Um Dia", "Se...", "Linha do Equador", "Oceano", "Lilás", "Samurai", "Meu Bem Querer", "Pedra", "Desandou", "Se Acontecer", "Flor do Medo", "Farinha", "Milagreiro", "Cair em Si" e "Açaí".

Biografia

Nascido em Maceió, capital de Alagoas, filho de uma mãe afro-brasileira e de um pai neerlando-brasileiro.[1] Sua mãe, lavadeira, entoava canções de Ângela Maria e Nelson Gonçalves. Aprendeu violão sozinho na adolescência. Sempre gostou muito de jogar futebol.

Aos dezoito anos, formou o conjunto Luz, Som, Dimensão (LSD), que tocava em bailes de clubes, praias e igrejas de Maceió. No ano seguinte, Djavan largou o futebol e passou a dedicar-se apenas à música.

Em 1973 foi para o Rio de Janeiro onde teve ajuda do radialista Edson Mauro, que o apresentou a Adelzon Alves, que o levou para o produtor da Som Livre, João Mello que lhe deu a oportunidade de gravar músicas de outros artistas para as novelas da Rede Globo: "Alegre Menina" (Jorge Amado e Dorival Caymmi), da novela "Gabriela"; e "Calmaria e Vendaval" (Toquinho e Vinícius de Moraes), da novela "Fogo sobre Terra".

O reconhecimento aconteceu mesmo em 1975 quando participou do Festival Abertura e conquistou o segundo lugar com a música "Fato consumado". Seu primeiro LP foi em 1976 tendo a faixa "Flor de lis" um de seus grandes sucessos. Em 1978 sua música "Álibi" é gravada por Maria Bethânia, dando nome ao disco de maior sucesso na carreira da cantora. Em 1981 e 1982 ele recebeu o prêmio de melhor compositor da Associação Paulista dos Críticos de Arte.[2]

As composições de Djavan já foram gravadas por Al Jarreau, Carmen McRae, The Manhattan Transfer, Loredana Bertè, Eliane Elias; e, no Brasil entre outros por Gal Costa, João Bosco, Chico Buarque, Daniela Mercury, Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Simone, Caetano Veloso e Maria Bethânia. Sua canção de 1988, "Stephen's Kingdom", contém uma participação especial de Stevie Wonder.[3]

Seu álbum duplo gravado ao vivo, Djavan Ao Vivo, vendeu 1,2 milhões de cópias e sua canção "Acelerou" foi escolhida a melhor canção brasileira de 2000 no Grammy Latino.[4] No ano 2000, Djavan recebeu os Prêmios Multishow de melhor cantor, melhor show e melhor CD.[5] Seu álbum Matizes foi lançado em 2007 e ele partiu em turnê pelo Brasil para promovê-lo.

As músicas de Djavan são conhecidas pelas suas "cores". Djavan retrata muito bem em suas composições a riqueza das cores do dia-a-dia e se utiliza de seus elementos em construções metafóricas que nenhum outro compositor consegue nem mesmo ousar. As músicas de Djavan são amplas, confortáveis chegando ao requinte de um luxo acessível a todos. Até hoje Djavan é conhecido mundialmente pela sua tradição e o ritmo da música cantada.

Djavan é pai dos cantores Flávia Virgínia e Max Viana e do músico João Viana.

Cazuza




Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza, (Rio de Janeiro, 4 de abril de 1958 – Rio de Janeiro, 7 de julho de 1990) foi um cantor, compositor e poeta brasileiro que ganhou fama como o vocalista e principal letrista da banda Barão Vermelho. Cazuza é considerado um dos melhores e mais importantes compositores da música brasileira. A parceria com Roberto Frejat é criticamente aclamada como uma das melhores do rock brasileiro. Dentre as composições famosas junto ao Barão Vermelho estão "Todo Amor Que Houver Nessa Vida", "Pro Dia Nascer Feliz", "Maior Abandonado", "Bete Balanço" e "Bilhetinho Azul".

Cazuza tornou-se um dos ícones da música brasileira do final do século XX. Dentre sucessos musicais destacam-se "Exagerado", "Codinome Beija-Flor", "Ideologia", "Brasil", "Faz Parte Do Meu Show", "O Tempo Não Pára" e "O Nosso Amor A Gente Inventa".

Cazuza também ficou conhecido por ser rebelde, boêmio e polêmico, tendo declarado em entrevistas que era bissexual. Ele foi o primeiro artista brasileiro a declarar publicamente ser soropositivo e sucumbiu à doença em 1990, no Rio de Janeiro.

Infância e adolescência

Filho de João Araújo, produtor fonográfico, e de Maria Lúcia Araújo (mais conhecida como Lucinha Araújo, nascida em Vassouras em 2 de agosto de 1936), Cazuza recebeu o apelido mesmo antes do nascimento. O avô paterno era de Pernambuco e Cazuza significa "menino" naquele estado brasileiro. Recebeu o nome do avô, Agenor, por insistência da avó paterna. Na infância, Cazuza sequer sabia seu nome de batismo, por isso não respondia à chamada na escola. Só mais tarde, quando descobre que um dos compositores prediletos, Cartola, também se chamava Agenor (na verdade, Angenor, por um erro do cartório), é que Cazuza começa a aceitar o nome.

Cazuza sempre teve contato com a música. Influenciado desde pequeno pelos grandes nome da música brasileira, ele tinha preferência pelas canções dramáticas e melancólicas, como as de Cartola, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa e Maysa. Era também grande fã da roqueira Rita Lee, para quem chegou a compor a letra da canção "Perto do fogo", que Rita musicou.

Cazuza cresceu no bairro do Leblon e estudou no Colégio Santo Inácio (Rio de Janeiro) até mudar para o colégio Anglo-Americano, para evitar reprovação. Como os pais às vezes saíam à noite, o filho único ficava na companhia da avó materna, Alice. Por volta de 1965, ele começou a escrever letras e poemas, que mostrava à avó.

Graças ao ambiente profissional do pai, Cazuza cresceu em volta dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, entre outros. A mãe, Lucinha Araújo, também cantava e gravou três discos.

Em 1972, tirando férias em Londres, Cazuza conhece as canções de Janis Joplin, Led Zeppelin e Rolling Stones, e logo tornou-se um grande fã.

Por causa da promessa do pai, que disse que lhe presentearia com um carro caso ele passasse no vestibular, Cazuza foi aprovado em Comunicação em 1976, mas desistiu do curso três semanas depois. Mais tarde começou a freqüentar o Baixo Leblon, onde levou uma vida boêmia. João Araújo cria um emprego para ele na gravadora Som Livre, da qual ainda é presidente. Na Som Livre, Cazuza trabalhou no departamento artístico, onde fez triagem de fitas de novos cantores. Logo depois trabalhou na assessoria de imprensa, onde escreveu releases para divulgar os artistas.

No final de 1979 ele fez um curso de fotografia na Universidade de Berkeley, em São Francisco, Estados Unidos. Lá descobriu a literatura da Geração Beat, os chamados poetas malditos, que mais tarde teria grande influência na carreira.

Em 1980 ele retornou ao Rio de Janeiro, onde ingressou no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone no Circo Voador. Foi nessa época que Cazuza cantou em público pela primeira vez.

O cantor e compositor Léo Jaime, convidado para integrar uma nova banda de rock de garagem que se formava no bairro carioca do Rio Vermelho, não aceitou, mas indicou Cazuza aos vocais. Daqueles ensaios na casa do tecladista Maurício Barros, nasceu o Barão Vermelho.

Fábio Junior




Fábio Correa Ayrosa Galvão, conhecido como Fábio Júnior ou Fábio Jr. (São Paulo, 21 de novembro de 1953) é um cantor de música popular romântica e um ator brasileiro. Teve vários papéis de protagonista na Rede Globo. Está sem fazer novelas desde 1998, seu último trabalho foi na novela Corpo Dourado.

Biografia

Começou na música tocando com os irmãos em grupos como Os Colegiais, Os Namorados, Bossa 4 e Arco-Íris e, mais tarde (em 1971) se lançou em carreira solo gravando canções em inglês (com pseudônimos como Uncle Jack e Mark Davis, sendo que como o último teve um hit, "Don't Let Me Cry", de 1973).

Adotou o pseudônimo de Fábio Júnior para não ser confundido com o ator Flávio Galvão e começou a apresentar, ao lado do cantor Sílvio Brito, o programa Hallelluyah!, na extinta TV Tupi.

A televisão foi um meio fundamental para a carreira de Fábio. Gravou seu primeiro compacto como Fábio Júnior em 1975. No ano seguinte, participou de sua primeira telenovela, Despedida de Casado, que foi censurada. Sua estréia na tela se deu na novela Nina, mas uniu seus dois talentos em um Caso Especial chamado "Ciranda Cirandinha", na Rede Globo, que se tornou série. No episódio "Toma que o Filho é Teu" lançou a música "Pai", que inspirou a novela Pai Herói, em 1979. Até hoje, esta é sua canção mais emblemática.

Em 1980 atuou pela única vez no cinema ,no filme Bye Bye Brasil, de Cacá Diegues. Seu primeiro LP foi lançado em 1981, mas Fábio Júnior não abandonou a carreira de ator, trabalhando nas novelas Cabocla, em 1979, Água Viva, em 1980, O Amor é Nosso, em 1981 e Louco Amor, em 1983, todas na Rede Globo. Em 1983 gravou seu primeiro especial para a TV (Nunca Deixe de Sonhar) e passou a se dedicar somente à carreira de cantor, cuja tradição em baladas românticas já haviam lhe dado o epíteto de sucessor de Roberto Carlos. O casamento com a atriz Glória Pires (garantindo o papel de "casal perfeito", que os levou a representar Romeu e Julieta em um especial de televisão) também garantiu os holofotes necessários ao cantor. Em 1982 nasceu sua primeira filha, a também atriz Cléo Pires. Em 1985 voltou à TV com a novela Roque Santeiro e trocou a Som Livre pela CBS. Na nova gravadora, passou a dedicar-se à sua carreira em castelhano, que culminou em 1987, quando ganhara o prêmio "Antorcha de Plata" (Tocha de Prata) no festival chileno de Viña del Mar. Nesse mesmo ano gravou a canção "Sem limites pra sonhar" com a cantora britânica Bonnie Tyler (que cantava a parte da letra em inglês).

Fábio Júnior é pai da também atriz Cleo Pires, fruto do casamento com Glória Pires. É também pai de Krizia, Tainá e Filipe Galvão, frutos do seu casamento com Cristina Karthalian. Teve um casamento relampago com a atriz Patrícia de Sabrit que só durou 3 meses.

Casou-se pela sexta vez no dia 1 de setembro de 2007 com a modelo Mari Alexandre. Em 2009, teve um filho com a modelo. Como fez vasectomia, Mari precisou utilizar a fertilização in vitro para engravidar.[1]

Maiores Sucessos

Os maiores sucessos da carreira de Fábio Jr.foram as músicas:

* 20 e Poucos Anos
* Alma Gêmea
* Amigos do Peito
* Caça e Caçador
* Esqueça
* Felicidade
* O Que É Que Há
* Pai héroi
* Pareço um Menino
* Quando Gira o Mundo
* Sem Limites Para Sonhar

Dinho Ouro Preto




Dinho Ouro Preto, nome artístico de Fernando de Ouro Preto, (Curitiba, 27 de abril de 1964) é um músico brasileiro. É o líder e vocalista da banda brasileira Capital Inicial.

Discografia

Carreira Solo

* 1994 - Vertigo
* 1995 - Dinho Ouro Preto

Com o Capital Inicial

Álbuns de Estúdio

* 1986 - Capital Inicial
* 1987 - Independência
* 1988 - Você Não Precisa Entender
* 1989 - Todos os Lados
* 1991 - Eletricidade
* 1994 - Rua 47
* 1998 - Atrás dos Olhos
* 2002 - Rosas e Vinho Tinto
* 2004 - Gigante!
* 2005 - MTV Especial: Aborto Elétrico
* 2007 - Eu Nunca Disse Adeus

Álbuns ao Vivo

* 1996 - Ao Vivo
* 2000 - Acústico MTV
* 2000 - Luau MTV
* 2008 - Multishow Ao Vivo: Capital Inicial em Brasília

Compilações

* 1994 - O Melhor do Capital Inicial
* 1998 - Remixes
* 1999 - Millennium
* 2001 - Elétrico
* 2001 - Sem Limites
* 2002 - Gold
* 2005 - Novo Millennium
* 2005 - Maxximum

EPs

* 1985 - Descendo o Rio Nilo

DuDu Nobre




João Eduardo de Salles Nobre, o Dudu Nobre (Rio de Janeiro, 6 de novembro de 1974) é um compositor e cantor brasileiro.

Filho do engenheiro João Nobre e Anita Nobre. Aos seis anos de idade, começou a estudar piano clássico, e aos nove ganhou o instrumento que se tornaria inseparável, o cavaquinho. Dudu é casado com a modelo e dançarina Adriana Bombom e tem duas filhas: Olívia e Thalita. É ainda irmão da porta-bandeira Lucinha Nobre, primo do cantor e ator Seu Jorge e afilhado do sambista Zeca Pagodinho.

Belo




Belo, nome artístico de Marcelo Pires Vieira, (São Paulo, 22 de abril de 1974) é um cantor e compositor brasileiro.

Carreira[1]

Desde 1993 era vocalista do grupo Soweto. Em 2000 entrou em carreira solo com o álbum Desafio. Em 2001 lançou seu primeiro disco ao vivo da carreira. Em meados de 2002 o cantor foi preso por envolvimento com o tráfico de drogas, cumpriu parte da pena em regime semiaberto e depois foi recluso completamente pois voltara a envolver-se com traficantes.

Atualmente é noivo da dançarina Gracyanne Barbosa. Viveu um relacionamento por dez anos com a dançarina Viviane Araújo, que sempre o visitava na cadeia. Separou-se de Belo por desconfiança de que Gracyanne Barbosa fosse amante de Belo por alguns anos Em 27 de Agosto de 2009 o cantor foi avô de sua primeira netinha filha do seu filho primogênito Paulinho .

Aline Barros




Aline Kistenmacker Barros (Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1976) é uma cantora brasileira de música gospel, em atividade desde 1995.

Biografia

Aline Barros começou a cantar em Igrejas Evangélicas aos dois anos de idade. Aos nove anos já acompanhava o pai, pastor Ronaldo Barros e o Ministério de Louvor da Comunidade Evangélica da Vila da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro.

Logo depois, Aline começou a fazer parte da equipe de louvor, participando de algumas gravações. Com quatorze anos, Aline gravou a primeira canção solo Tua Palavra, no CD da Comunidade. Esta música entrou para as mais pedidas nas rádios evangélicas do Rio de Janeiro. Dois anos depois, a canção Consagração foi um sucesso no Brasil, tendo ficado nove meses em primeiro lugar em execução nas rádios, além de ser cantada pelas igrejas de todo país.

Apesar de ser formada em Biologia Marinha, pela UFRJ, é na música que se sente realizada.

Em março de 2004, Aline assinou contrato com a gravadora/distribuidora MK Music que, segundo a cantora, representou uma nova fase para seu ministério. Sete meses depois, ela se tornou a primeira cantora evangélica brasileira a receber o Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum de Música Cristã por Fruto de Amor (2003), gravado em estúdio, quando ainda estava na gravadora do seu pai, a AB Records.

Em seguida, ela lançou o CD Som de Adoradores, que é Disco de Diamante, pelas mais de 500 mil cópias vendidas. O álbum, que tem produção de Rogério Vieira, é o primeiro da cantora com músicas inéditas ao vivo e foi gravado pelo multi Grammy Nomineé Carlson Barros (atualmente trabalhando em estúdios de gravação nos Estados Unidos da América, após uma longa carreira a frente dos estúdios da MK Music), é o primeiro da cantora com músicas na Comunidade Internacional da Zona Sul, onde Aline e família são membros. O CD foi indicado para o Grammy Latino 2005, na mesma categoria em que Aline venceu no ano anterior em 2004.

Em 2005, ela lançou o DVD Som de Adoradores, com todas as músicas do CD e um medley com as canções Derrama (Fernandinho), Faz Chover (Michael Farron) Consagração (Anderson Matos e Marcelo de Matos) e Aclame ao Senhor (Hillsong). Este trabalho também teve a engenharia e direção de áudio de Carlson Barros. O trabalho já é DVD de Ouro.

No final do mesmo ano, foi lançado o CD Aline Barros e Cia, um álbum que compõem um projeto especial voltado para o público infantil e foi pensado por Aline e pela direção da gravadora. As músicas, com conteúdo didático e evangelístico, têm o objetivo de levar às crianças a mensagem do Evangelho de uma maneira contextualizada e divertida. A produção também é de Rogério Vieira, e tem composições de nomes como Solange e Beno Cesar e de Gilmar Santos.

Ainda em 2006, Aline Barros ganhou seu segundo Grammy no 7th Latin Grammy com o disco Aline Barros & Cia - o único infantil na categoria Melhor Álbum de Música Cristã (Língua Portuguesa).

Em 25 de Novembro de 2006, como o Som de Adoradores (2004), Aline Barros gravou ao vivo na igreja Comunidade Internacional da Zona Sul, o CD Caminho de Milagres lançado em Março de 2007. O disco contém versões da própria Aline Barros, assim como composições próprias e em parcerias com o grupo Toque no Altar, e com a cantora Eyshila. Este mesmo CD, Caminho de Milagres, já emplacou Disco de Ouro com 50 mil cópias vendidas em um mês de lançamento. Depois de três meses de lançamento, Caminho de Milagres já estava além das 100 mil cópias.Hoje esse cd já está com mais de 300 mil cópias vendidase e com disco triplo de platina.

Ainda em 2007, a canção Recomeçar do seu disco chamado O Poder do Teu Amor (2000) fez parte da trilha sonora da novela da Rede Globo, Duas Caras, sendo tema da Igreja Evangélica da Portelinha.

Aline Barros participou de programas como o programa da Xuxa, Hebe Camargo, Luciana Gimenez, Gilberto Barros, Raul Gil, Eliana, Teleton realizado e tranmitido pelo SBT, Carla Perez e foi convidada a participar no Criança Esperança, realizado e transmitido pela TV Globo. Em 2007 foi convidada para participar do programa Raul Gil, para apresentar o CD Caminho de Milagres. Em 2008 novamente foi convidada para dois programas do Raul Gil, participando inclusive do quadro "Homenagem ao Artista". Aline Barros foi a primeira cantora evangélica a ter acesso à mídia secular.

Aline Barros é casada com Gilmar Santos, ex-jogador de futebol que abriu mão da carreira para ser pastor ao lado de sua esposa, participando também de eventos onde profere palestras. Juntos criaram o ministério Louvor Sem Fronteiras. Aline e Gilmar tem um filho: Nicolas Giorgi Barros, nascido em 3 de janeiro de 2003.

A gravação do DVD Caminho de Milagres, produzida pela MK Music, ocorreu no dia 7 de junho de 2008 no Maracanãzinho.

Em 2009, Aline encarou a gravação do DVD Aline Barros e Cia 2, e ainda prepara seu novo CD de Carreira, que será gravado em estúdio, e terá algumas versões do consagrado Ministério Hillsong, da Austrália.

A influência de Aline Barros extrapola o meio evangélico. O padre Marcelo Rossi regravou Fico Feliz e Deus do Impossivel recentemente. A canção Homenzinho Torto é frequentemente executada em atividades da Igreja Católica Romana, mas ainda não foi regravada.

Carreira internacional

Em 2000, juntamente com Paul Wilbur e Don Moen, dois grandes adoradores da atualidade, Aline gravou ao vivo o CD Más de ti, com canções do repertório de cada um dos cantores em versões para o espanhol. O CD não teve vendagem significativa, segundo a Integraty Music.

Em 2003, Aline gravou o CD Aline, indicado ao Grammy Awards Latin na categoria melhor álbum cristão em espanhol.

Aline em 2007 gravou seu segundo trabalho ao vivo em espanhol, o álbum chamado "Reflescate". O disco já foi lançado no Brasil pela AB Records. O álbum também sairia em DVD. Porém, Aline não gostou do resultado final e o DVD foi colocado na gaveta.

Voz

Aline é considerada por muitos a melhor cantora gospel por alcançar notas bem agudas, mas depois de ter um grande problema em sua voz, os agudos foram reduzidos. Atualmente tem uma extensão vocal de 3,1 oitavas. Passou por várias classificações vocais, sendo que no início de sua carreira era considerada soprano leggero e, após o problema ocorrido na voz, Aline passou a ser uma Mezzosoprano leggero.

Notas mais baixas: atualmente é o C2 (deu sua nota grave na canção Deus Confirmou) e Bb6 (na música Sonda-me, Usa-me no trecho então usa-me Senhor…)

Alexandre Pires




Alexandre Pires (Uberlândia, 8 de janeiro de 1976) é um cantor e compositor brasileiro.

Carreira

Nascido em 1976 na cidade de Uberlândia e filho de músicos, Alexandre começou a carreira musical em 1989 quando decidiu, ao lado do irmão Fernando e do primo Juliano, montar o Só Pra Contrariar (SPC), nome dado em homenagem à canção do Fundo de Quintal [1], banda que atingiu grande sucesso em pouco tempo. Quando aprendeu a tocar em seu cavaquinho o samba "Só Pra Contrariar", do grupo Fundo de Quintal, Alexandre Pires não imaginou o quanto essa canção seria importante para sua carreira.

Reuniram alguns amigos de Uberlândia, no estado de Minas Gerais, sua cidade natal, e começaram os ensaios. A década de 1990 foi de extrema importância para o grupo, que viu suas vendas crescerem ao longo da década. As apresentações em Uberlândia levaram o grupo a gravar o primeiro álbum em 1993, intitulado Que Se Chama Amor. Após lançar sete discos com o SPC, Alexandre Pires parte para carreira solo com o disco É Por Amor de 2001, dedicado ao mercado internacional. Mesmo cantado em espanhol, o álbum ganhou uma versão em português.

Com as músicas "Que Se Chama Amor", "A Barata" e "Domingo" que estouraram nas paradas das rádios brasileiras, o grupo de pagode ganhou fama nacional, gravou mais seis álbuns de sucesso e alcançou a impressionante marca de três milhões de discos vendidos com um único trabalho e 10 milhões ao todo. A carreira internacional do cantor também teve início com a banda. O sucesso das músicas "Depois do Prazer" e "Mineirinho", lançadas no Brasil em 1997, levou o SPC a gravar um álbum em espanhol, que vendeu 700 mil cópias nos países latinos.

O sucesso fez com que, em 1999, o cantor fosse convidado por Gloria Estefan para gravar um dueto na música "Santo Santo", que o consagrou como um dos grandes intérpretes da América Latina. Mesmo em turnê com o SPC, em 2001 chegou às lojas seu primeiro álbum solo em espanhol, É Por Amor, que depois ganhou versão em português. Produzido por Emílio Estefan e dirigido ao público internacional, Alexandre mudou o estilo e trouxe várias baladas românticas. A música "Usted Se Me Llevó La Vida" entrou na trilha sonora da novela Porto dos Milagres e o consagrou como o mais novo intérprete nacional de sucesso. Sem conseguir acompanhar todos os compromissos, o cantor deixou o SPC em 2002, depois de uma apresentação para mais de 14 mil pessoas em Nova York.

A boa produção do primeiro álbum rendeu, em 2002, um Grammy na categoria "Engenharia de Som" e o reconhecimento da revista Billboard, com o prêmio no Latin Music Awards, de "Melhor Artista do Ano" em 2001. No mesmo ano, lançou "Minha Vida Minha Música", um projeto da BMG que trouxe participações especiais e alguns depoimentos de artistas. No álbum de Alexandre, a atriz Suzana Vieira narrou a faixa de abertura.

Em 2003, Alexandre lançou o terceiro disco solo, Estrella Guia, com versão em espanhol para os países latino-americanos e Europa. O álbum contou com as participações de Alejandro Sanz em "Solo Que Me Falta" e de Rosário Flores na música "Inseguridad". Além disso, cantou para o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a música "Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, em português, na comemoração do mês da Independência Hispânica nos Estados Unidos.

Para aumentar a sua participação no mercado musical americano, foi lançada uma tiragem especial de Estrela Guia, acompanhada de um DVD com os videoclipes já gravados por Alexandre Pires. No ano seguinte, o cantor voltou ao Brasil e realizou diversas apresentações por todo o país, enquanto preparava seu novo trabalho inédito.

Em Alto-Falante, lançado em 2004, Alexandre Pires expôs seu pensamento e mostrou um repertório quase que totalmente autoral. A exceção é uma música inédita de Jorge Vercilo, "O Que Você Fez", em rhythm and blues americano. Gravado no estúdio do artista, em Uberlândia, o álbum contou com as participações de Fat Family, Sampa Crew, Netinho de Paula e a dupla Caju & Castanha.

Em 2005, Alexandre Pires lançou o disco Meu Samba. O álbum, que contou com a produção de Cláudio Rosa, marca o retorno do cantor às raízes do samba. Ainda em 2005, no Dia Nacional da Consciência Negra, Alexandre recebeu o Troféu Raça Negra, na categoria "Melhor Cantor".

Em 2007, lançou mais um álbum, visando o mercado exterior e também foi um dos seus grandes sonhos, que era gravar um álbum só com canções de Julio Iglesias, intitulado A un idolo. Mas foi em 2008 que seu maior sonho foi realizado, no dia 8 de janeiro de 2008, data em que Alexandre comemora seu aniversário, foi gravado em sua cidade natal o seu mais recente álbum, o CD e DVD Em Casa. Com uma equipe de 150 pessoas, Alexandre afirma ter acompanhado tudo de perto. Destaque para as canções "Pode Chorar", e "Delírios de Amor" com o Grupo Revelação, além de canções conhecidas da carreira do cantor. O DVD conta com a participação também de Ivete Sangalo, Daniel, Alcione, Perlla e dos cantores angolanos Yolá Araújo e Anselmo Ralph.

Acidente

No dia 6 de fevereiro de 2000, Alexandre Pires atropelou e matou com seu Jeep Grand Cherokee o vendedor José Alves Sobrinho, que estava em uma motocicleta. Alexandre havia saído de uma boate da cidade e trafegava além do limite de velocidade[2].

Sobrinho entrou em estado de coma após ser atropelado e morreu três dias depois.[3] O acidente ocorreu em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Alexandre negou que estivesse alcoolizado, mas nenhum exame foi feito no cantor no dia da batida para determinar se ele havia bebido.[3]

Músicas não-originais

Algumas das músicas de Alexandre Pires são originárias de outras músicas, pertencentes a cantores estrangeiros. Tiveram suas letras originais trocadas por letras em português (as letras das canções NÃO foram traduzidas, mas substituídas). São elas:

* Estrela Cadente - Cópia da música Hunting high and low, cantada pelo grupo A-ha.

* Minha Fantasia - Cópia da música It ain't over 'till it's over, cantada por Lenny Kravitz.

* Eva Meu Amor - Cópia da música Every time you go away, cantada por Paul Young.

Avril Lavigne




Avril Lavigne Whibley (Belleville, 27 de setembro de 1984[9]) é uma cantora, compositora, designer de moda e atriz canadense. Teve seu início na carreira musical quando assinou contrato em dezembro de 2001, após uma audição feita pela cantora em feiras e exposições de gado,[10] que despertou o interesse do produtor L. A. Reid, que trabalhava na já extinta Arista Records.[11] Em meados de 2009, seus três álbuns de estúdio gravados, Let Go, Under My Skin e The Best Damn Thing, já haviam vendido juntos mais de 33 milhões de cópias em todo o globo.[12][13][14] Está previsto para 17 de novembro de 2009 o lançamento de seu quarto álbum de estúdio.[15]

Além de cantora e compositora, Avril Lavigne também está envolvida nas áreas de moda e perfumaria, como no lançamento da fragância Black Star, criada sob licença da Procter & Gamble Prestige;[16] e uma linha de roupas, Abbey Dawn, lançada em julho de 2008 nos Estados Unidos pela loja Kohls.[17] Também fez participações como personagens do cinema em 6 filmes, feitas em Sabrina, the Teenage Witch,[18] Going the Distance,[19] Fast Food Nation e The Flock.[20]

Infância e adolescência

Avril Ramona Lavigne, oriunda de uma família cristã de classe média, filha de John e Judy Lavigne, ambos de ascendência francesa,[21] nasceu no dia 27 de setembro de 1984, na cidade canadense de Belleville. Poucos meses depois, a família mudou-se para Napanee, também no Canadá.[2][22] Cantava os estilos gospel e country desde os dois anos de idade. Inicialmente, Avril cantava em corais na igreja da cidade, mas logo começou a cantar em feiras e exposições de gado. Seu primeiro empresário, Cliff Fabri, notou a experiência da garota quando tinha 14 anos de idade e apresentava-se numa livraria. Pouco tempo depois, começou a fazer sucesso quando ganhou um concurso para cantar no palco com Shania Twain, famosa cantora de música country, em uma promoção de uma rádio local. Avril se apresentou para um público de aproximadamente 20 mil pessoas.[10]

Aos 15 anos, seus pais concordaram em mandá-la para Nova Iorque para tentar a carreira de cantora, onde Avril, que já tinha descoberto sua paixão pelo rock, gravou sua primeira fita demo, a qual chamou a atenção de L. A. Reid. Após se mudar para Los Angeles, começou a trabalhar com Cliff Magness e o grupo de compositores conhecidos atualmente como The Matrix.[11] Assinou contrato em dezembro de 2001 e a partir de então começaram os preparativos para seu primeiro álbum, Let Go, que atingiu sucesso mundial com a música "Complicated".[23]

Casamento
Deryck Whibley marido de Lavigne e vocalista da banda Sum 41.

Durante o começo de sua carreira em 2002, Avril disse em uma entrevista que Deryck Whibley era um homem que lhe chamava a atenção. Os dois já se conheciam há algum tempo e começaram a namorar em sigilo em 2004. Depois de especulações sobre o relacionamento, em junho de 2005 eles confirmaram o noivado.[24]

Deryck pediu em casamento à Avril Lavigne enquanto passavam um fim de semana em Veneza. Ao mesmo tempo, a cantora fazia uma turnê europeia denominada Bonez Tour, do álbum Under My Skin. Na época Avril e Deryck venderam suas casas em Toronto para se mudarem para uma luxuosa mansão em Bel Air. Para simbolizar o marido, Avril tem uma tatuagem de estrela em seu pulso esquerdo, e no pulso direito tem um coração com iniciais de seu marido DW (Deryck Whibley). Também possui outras nove tatuagens espalhadas em seu corpo.[25] O seu álbum The Best Damn Thing contém uma foto mostrando uma tatuagem, feita pelo seu amigo e produtor musical Ben Moody.[26] Ela também tem um piercing no umbigo.[27]

Avril e Deryck começaram o noivado em fevereiro de 2004 e se casaram em 15 de junho de 2006.[1] Lavigne usou um vestido diferente com a gola e o tecido longo. Depois do casamento, fizeram um piquenique.[28] O casamento foi realizado em uma capela católica com a presença de 110 convidados[29] em 15 de julho de 2006 na cidade Montecito, na Califórnia.[1]

Atualmente o casal reside em uma mansão avaliada em 9,5 milhões de dólares em Bel Air, um bairro nobre de Los Angeles.[30] Segundo a agência Reuters, a mansão inclui um elevador, sala de sauna e garagem para dez carros.[31]

No início de outubro de 2008, o tablóide National Enquirer publicou que a cantora estaria separada, depois de dois anos de casamento, porque Deryck teria afirmado que preferia desfrutar os milhões de dólares dela ao invés de trabalhar.[32][33] Porém a separação não foi confirmada e Deryck negou os boatos.[34] O casal faturou mais de 18 milhões de dólares, ficando na 14ª posição dos que mais faturaram em 2008, sendo cerca de 15 milhões de dólares arrecadados apenas pela cantora.[35] Ainda em 2008, começaram mais boatos, centralizados em uma suposta de gravidez de Avril, que reiteradamente os refutou. Isso começou após imagens dela com uma barriga um pouco avantajada. Lavigne sempre disse que queria engravidar antes dos 30 anos.[36]

Discografia

A cantora lançou três álbuns de estúdio, quatro EP, duas compilações, 14 videoclipes, 18 singles e quatro álbuns de vídeo. Avril começou a trabalhar com Clif Magness e um grupo de compositores conhecidos atualmente como The Matrix. O contrato foi fechado em dezembro de 2001 e, a partir daí, começaram os preparativos para seu primeiro álbum de estúdio. Seus dois primeiros álbuns foram Let Go e Under My Skin e seu último lançamento em CD foi The Best Damn Thing, o qual Avril descreveu como "dançante, engraçado, jovem, agressivo, confidente e divertido"[37], tendo produção de Dr. Luke, Deryck Whibley, Butch Walker e da própria Avril Lavigne.[38][39] Travis Barker (Box Car Racer, Blink-182, +44, Transplants, Expensive Taste, The Aquabats) gravou algumas partes da bateria do álbum, mas a maior parte foi gravada por Josh Freese. O DVD de Avril com um dos maiores números de vendas, My World, foi filmado em Buffalo, no estado de Nova Iorque, em 2003, na última noite de sua turnê de cinco semanas pela América do Norte. E seu último lançamento em DVD, o The Best Damn Tour - Live in Toronto, foi gravado em 7 de abril.[40] Nos EUA, os três CDs de Lavigne venderam ao todo dez milhões e 250 mil cópias.[41]

2000 — 2003: Let Go
Símbolo do Let Go em 2003.

Let Go foi o primeiro álbum de estúdio de Avril, lançado em 2002.[42] O álbum iria se chamar Anything But Ordinary, mas antes do disco chegar às lojas o nome foi trocado para Let Go. Seu primeiro single, "Complicated", alcançou grande desempenho e manteve-se durante cinco semanas em primeiro lugar em número de vendas no Reino Unido.[43]

O álbum vendeu oito milhões de cópias ainda em 2002, sendo certificado por seis vezes com o disco de platina nos Estados Unidos.[44] No Brasil recebeu dupla certificação de platina devido a mais de 250 mil cópias vendidas, segundo o site ABPD.[45] Let go foi o segundo álbum com maior número de vendas em 2002 e o nono em 2003,[46][47] vendendo mais de dezesseis milhões de cópias em todo mundo,[12] sendo ainda o álbum de artista do sexo feminino mais vendido no ano de 2002.[48] Conforme o site IFPI, Let Go foi considerado um dos melhores álbuns do mundo em 2003,[49] enquanto que o site RIAA coloca Let Go entre os 100 álbuns mais vendidos da história dos Estados Unidos.[50]

Em 2003, Avril foi indicada a várias categorias do Grammy, tais como "Melhor Artista Feminino", "Melhor Artista Revelação", "Música do Ano", "Melhor Performance de Rock Feminino" e "Melhor Álbum", porém não venceu nenhuma.[51] Em contrapartida, ganhou quatro das cinco premiações que concorreu no Juno Awards: "Melhor Single" (Complicated), "Melhor Álbum", "Melhor Álbum Pop" e "Artista Revelação".[52] Seu segundo single, Sk8er Boi, estreou em outubro de 2002, dando a Avril vários prêmios como "Artista Revelação" no MTV Video Music Awards[53], onde se apresentou cantando Complicated.[54]

Nessa época, inicia também sua turnê Try To Shut Me Up Tour (em português: Tente calar minha boca). I'm With You e Losing Grip foram seus últimos singles daquele ano a alcaçarem o top ten da Billboard.[55] Ainda em 2003, regrava "Knockin' on Heaven's Door", de Bob Dylan, para o álbum Peaces Songs, com a intenção de ajudar crianças vítimas da guerra, e usa o tema no vídeoclipe da música.[56] Depois de ganhar os Junos, gravou Fuel, em homenagem a banda Metallica, para o MTV Icon 2003. No mesmo ano, junto com Kelly Osbourne (filha de Ozzy Osbourne), apresentou o MTV Video Music Awards.[57] Em novembro de 2003, lança seu primeiro DVD intitulado My World.[42]

My World

My World foi o primeiro DVD de um show de Avril, tendo sido filmado em Buffalo, no estado de Nova York,[58] na última noite de sua turnê de cinco semanas como atração principal pela América do Norte, a Try to Shut Me Up Tour. O DVD vendeu 70 mil cópias no Canadá, recebendo certificação de platina sete vezes.[59] Em Portugal, atingiu a 23ª posição[60] e no Brasil, o topo dos mais vendidos, registrando a marca de mais de 50 mil cópias, o que lhe valeu a certificação de platina, tornando-se o 9° DVD mais vendido no país em 2003, conforme a ABPD.[61]

My World traz todas as músicas de Lavigne e algumas de suas canções favoritas do primeiro álbum, como "Complicated", "I'm With You", "Losing Grip" e "Sk8er Boi", além de novas canções e o cover de Bob Dylan, "Knokin' on Heaven's Door". O DVD contém 68 minutos do show, bem como cenas de bastidores da turnê por 24 cidades dos EUA.[62]

2004 — 2006: Under My Skin
Avril em Vancouver, Canadá, no ano de 2004.

Under My Skin é o segundo álbum de estúdio da cantora, o qual teve lançamento no início de 2004. É um álbum que contém sua trilha sonora mais pesada e letras com ritmo sentimental. Avril dispensou seus produtores anteriores, o time do The Matrix, e nesse álbum esteve presente a produção de Butch Walker, do grupo Marvelous 3; Raine Maida do Our Lady Peace; e Don Gilmore, com trabalhos em Linkin Park e Pearl Jam; Lavigne Chantal Kreviazuk; Ben Moody (Evanescence) e Evan Taubenfeld.[63] Em apenas uma semana já era disco de platina no Japão, primeiro lugar de vendas na parada britânica.[64] e primeira posição na Billboard, que registrava a venda de três milhões de cópias.[44]

O primeiro single do álbum, Don't Tell Me, foi disponibilizado na internet. Depois chegaram às lojas os singles My Happy Ending e Nobody's Home. O CD Under My Skin, após duas semanas consecutivas na primeira posição dos mais vendidos, alcança 125 mil cópias no Brasil recebendo a certificação de platina, segundo o site ABPD, e outros dois singles certificados também de platina.[65] Este álbum vendeu cerca de 10,5 milhões de cópias em todo o Mundo e foi certificado três vezes platina pela RIAA.[66][67] A última faixa do álbum, Slipped Away, foi composta por Avril em homenagem ao seu avô que havia falecido quando a artista estava em Dublin com a turnê Try To Shut Me Up Tour, no ano de 2003.[68] Avril foi premiada como "Melhor Artista Canadense", no Much Music Awards 2004, dentre vários outros prêmios neste ano.[69] Após o lançamento do álbum, iniciou uma turnê mundial denominada The Bonez Tour, que obteve grande público e foi encerrada no Brasil. Ainda em 2004, a artista fez seu primeiro ensaio sensual à revista Maxim.[70] Esta revista classificou Avril com a décima quinta posição das mulheres mais sensuais em 2007 e na vigésima quarta posição em 2008.[1]

Edição especial

Foi lançada uma edição especial no Brasil de seu segundo CD Under My Skin.[71] Neste são incluidas as 12 faixas que compõem o disco Under My Skin adicionando quatro faixas ao vivo, gravadas durante a turnê The Bones Tour Eyes, e um mini-álbum de video com quatro videoclipes (Don't Tell Me, My Happy Ending, Nobody's Home e He Wasn't) e dois documentários, com duração de 20 minutos cada, mostrando os bastidores da turnê The Bonez Tour, com filmagens nas cidades de Dallas, Nova York e Toronto, e o segundo chamado de My Skin Diary, gravado em Londres e Belfast. Inclui também entrevistas com a canadense, que fala sobre sua vida pessoal durante as turnês.[72]

2007 — 2008: The Best Damn Thing
Avril Lavigne na The Best Damn Tour, Beijing Wukesong Arena (Pequim, China), 6 de outubro de 2008.

Em 17 de abril de 2007 é lançado o álbum The Best Damn Thing,[73] com um estilo pop punk. O disco vendeu na primeira semana de lançamento cerca de 286 mil cópias, alcançando o primeiro lugar de vendas nos Estados Unidos e em outros 11 países, incluindo: Inglaterra, Japão, Canada, Alemanha, Itália e Brasil.[74] O álbum conta com a participação de Dr. Luke (que já trabalhou com artistas como Kelly Clarkson, Pink, Lady Sovereign e Daughtry), seu marido Deryck Whibley (da banda Sum 41), Rob Cavallo (já trabalhou com Green Day, Goo Goo Dolls, My Chemical Romance e Jewel) e Butch Walker. Travis Barker (um dos ídolos de Avril, ex-Blink-182, atual +44) também gravou a bateria de algumas músicas do álbum (além da B-side Alone). Tendo como singles: "Girlfriend", "Girlfriend Remix" (com participação da rapper Lil' Mama), "When You're Gone", "Hot" e "The Best Damn Thing".[75]

A proposta de Avril para seu terceiro álbum foi de um disco alegre, auto-confiante, agitado e diferente de tudo que ela havia feito até o momento.[76] Assim, abandonou o estilo "sombrio" e apostou num criticado visual que mistura o velho glam rock e o atual pop punk. Segundo uma entrevista para a revista brasileira, a Capricho, disse quais são suas influencias musicais no disco The Best Damn Thing. Entre eles são: Blink-182, Ramones e Distiller, Coldplay, Hole e Alanis Morissette. E punk rock em geral, disse também gosta de músicas agressivas.[77]

O álbum foi o quarto álbum mais vendido de 2007.[78] O single "Girlfriend" foi o que marcou o maior número de vendas na categoria de músicas digitais no mundo com 7,5 milhões de downloads em 2007.[79] No Brasil, recebeu a certificação de platina com mais de 60 mil cópias vendidas em 2008, ficando em terceiro lugar dos discos internacionais mais vendidos, segundo o site ABPD,[80] e outros três singles certificados de também platina com mais de cem mil downloads cada.[65] Em Portugal, esse álbum recebeu certificação de ouro devido às mais de dez mil cópias vendidas no país.[81] Só na Ásia The Best Damn Thing vendeu mais de 2 milhões de exemplares a mais do que nos Estados Unidos, que já vendeu mais de 1 milhão de cópias.[82][83]

Em 2009, o videoclipe do single "Girlfriend" atingiu 117 milhões de visualizações no YouTube, tornando-se o vídeo com o maior número de visitas de todos os tempos no site.[84] Segundo o jornal The New York Times o single Girlfriend, é o melhor da carreira de Lavigne, usando ecos e ataques ao som.[85] O portal BBC o classificou, em sua composição, como "energético, engraçado e muitas outras coisas que não continham em outras músicas de Lavigne".[86] Avril foi a grande ganhadora no MTV Europe Music Awards 2007, única concorrente a vencer em mais de uma categoria, levou os prêmios de "Música mais viciante" e "Melhor artista solo".[87] Avril recebeu 5 indicações no Juno Awards, a premiação de maior importância do Canadá, na qual não recebeu nenhum prêmio.[88] The Best Damn Thing está disponível em uma edição deluxe, contendo um CD bônus. A não Deluxe Edition é uma versão limpa do álbum sem as numerosas "alfinetadas".[89]

Em 2008, Avril lançou um de seus maiores projetos, Abbey Dawn, sua própria marca de moda: saias, blusas, acessórios e outros artigos, cujo slogan de campanha foi "Love Revolution".[90][91]

Depois de passar quase um ano promovendo seu álbum,[92] Avril Lavigne lança a The Best Damn Tour, que começou em 5 de março em Victoria, no Canadá, e cruzou a América do Norte e Europa até encerrar na China..[92] Lavigne cantou a música "Girlfriend" em línguas diferentes de acordo com os países visitados, da mesma forma como ela gravou a canção.[93] "Posso tentar cantar algumas das mais fáceis ao vivo", diz Avril em uma entrevista.[93]

The Best Damn Tour - Live in Toronto

The Best Damn Tour - Live in Toronto é um álbum de vídeo que foi gravado na cidade de Toronto e lançado na América do Norte, em 9 de setembro, e no Brasil, em 30 de setembro.[94] Esse DVD traz 20 canções de seus três álbuns de estúdio com direção de filmagem por Wayne Isham,[95] inculindo os covers de "Bad Reputation", da banda Joan Jett and Blackhearts, e "Hey Mickey", de Toni Basil, sendo que nesta performançe Avril está no comando da bateria.[96]

A saída da Nettwerk

Segundo o site Billboard, a cantora deixou a gravadora Nettwerk em dezembro de 2008. Avril culpou a gravadora pelo insucesso de seu último álbum.[97] A Nettwerk, junto com Terry McBride, produtor de Lavigne, administrava a carreira da canadense desde 2002, ano de seu primeiro lançamento, o Let Go.[98][99]

Disputa de direitos autorais
Chantal Kreviazuk acusa Lavigne de plágio na letra de "Contagious".

Avril Lavigne foi acusada três vezes de plágio, envolvendo as músicas Girlfriend, Contagious e I Don't Have to Try.[100]

Os compositores americanos da música I wanna be your boyfriend, de 1979, do grupo The Rubinoos, entraram com processo contra Avril, acusando-a de ter copiado o refrão dessa música em Girlfriend[101][102] Nesse single, Avril canta no refrão Hey hey, you you, I could be your girlfriend, o que seria muito parecido com Hey hey, you you, I wanna be your boyfriend, da música cantada pelos The Rubinoos.[103] Terry McBride, empresário de Avril, saiu em defesa da cantora, afirmando que ela nunca ouvira a música do grupo, e que a música do grupo era um hit menor, lançado antes dela ter nascido. Sobre a similaridade apontada, afirmou ainda que o termo hey you é usado em muitas letras, e que o grupo The Rubinoos podia ser acusado de ter plagiado o verso Hey! You! Get off of my cloud dos Rolling Stones.[104] Ao final, houve acordo, pois os autores do processo reconheceram que as similaridades entre as músicas são devidas a expressões comuns a muitas letras de músicas.[105]

Chantal Kreviazuk, que foi co-autora de músicas do álbum Under My Skin,[105] acusou Avril de lançar a música Contagious, que ela mostrou para Avril, sem lhe dar os devidos créditos, dizendo então que a contora "cruza a linha da ética", mas que não iria processá-la, apenas não trabalharia mais com ela.[106] Avril alegou que a música que lançou foi composta por ela e Evan Taubenfeld e apenas era coincidência que o título da música fosse igual ao de uma música que Chantal a enviara alguns anos antes.[102] Avril ameaçou processar Chantal por suas declarações, mas essa então se retratou, enviando uma carta de desculpas.[100]

Após essas acusações, surgiram na internet novas suspeitas contra a cantora, desta vez em relação à música I Don't Have to Try, incluída no álbum The Best Damn Thing, com a música I'm The Kinda, da cantora Peaches.[100] Conforme a revista Rolling Stone, os primeiros vinte segundos da música de Avril são praticamente idênticos à música de Peaches, lançada em 2003.[107]

Apresentações no Brasil
Avril Lavigne no Rio de Janeiro, Brasil.

A cantora fez quatro apresentações no Brasil em sua única passagem que ocorreu em setembro de 2005[114] dia 21 em Porto Alegre, dia 23 em Curitiba, dia 24 no Rio de janeiro e dia 25 em São Paulo. Os ingressos que custaram entre 60 e 140 reais.[115] A abertura dos shows foi feita pela banda Leela, exceto em Porto Alegre, onde a banda Drive realizou a abertura. O show que Avril fez em São Paulo no dia 25 de setembro no estádio do Pacaembu teve a presença de mais 45 mil pessoas,[116] sendo a maioria menor de dezoito anos, e o show, o maior da carreira de Lavigne.[116] Mas Avril disse em uma entrevista que irá voltar ao Brasil para mais shows.[117] Durante essa época a Google Brasil fez um ranking mensal de buscas. Em segundo lugar aparece, respectivamente, o nome da cantora Avril Lavigne.[118]

Prêmios e Indicações

Lavigne recebeu e foi nomeada em vários tipos de prêmios ao redor do mundo (inclusive no Brasil). Desde o mais importante, o Grammy Awards, com oito indicações,[119] pelo seu primeiro single Complicated, na categoria de música pop do ano, do "Sk8er Boi" da música rock do ano, na melhor vocal feminino, na categoria de artista revelação do ano e do álbum Let Go na categoria do melhor álbum pop em 2003. Ainda em 2003, ela foi indicada em onze categorias com sete Junos Awards vencidos[120] nas categorias de: melhor artista revelação, melhor álbum pop do ano, música do ano entre outros. Ela também levou dois prêmios no World Music Awards, faturando na categoria de artista do pop rock e na de canadense do ano.[121] Avril foi indicada até nos menos notáveis, como por exemplo o VMB da MTV do Brasil em 2003, na categoria de melhor videoclipe internacional com o Complicated,[122] em 2004 com o Don't Tell Me e em 2005 com o He Wasn't.[123] Lavigne também recebeu prêmios em diversas categorias, como a de "primeira dama" do TRL Awards em 2006 e em 2008, no NRJ Music Awards em 2005 e 2008 nas categorias de melhor artista feminina internacional.[124]

A banda
Sofia Toufa e Lindsey Blaufarb, integrantes de Lavigne em 2008.

A banda que acompanha Lavigne teve diversas formações ao longo de sua carreira. Mark Spicoluk foi o primeiro a sair, em 2002, para se concentrar em sua própria banda, Closet Monster e seu selo chamado Underground Operations.[125] O membro que permaneceu por mais tempo foi Matt Brann e o que teve maiores participações na banda foi Evan Taubenfeld. Taubenfeld co-produziu e co-escreveu algumas músicas com Avril, como "Don't Tell Me",[126] em 2004, presente no segundo álbum da cantora, e também quatro músicas do terceiro álbum, dentre elas Hot, Innocence, One of Those Girls e Contagious.[127] Ele saiu para formar sua banda, a The Black List Club.[128]

Formação atual

* Jim McGorman,[129] 34 anos — guitarra rítmica, vocal de apoio (2007 - atualmente)
* Rodney Howard,[130] 47 anos — bateria (2007 - atualmente)
* Stephen Anthony Ferlazzo Jr,[131] 40 anos — teclado, vocal de apoio (2007 - atualmente)
* Al Berry,[132] baixo, vocal de apoio (2007 - atualmente)
* Steve Fekete,[133] guitarra solo, vocal de apoio (2007 - atualmente)

Ex-membros

* Mark Spicoluk,[134] 29 anos — baixo, vocal de apoio (2002)
* Jesse Colburn,[135] 27 anos — guitarra rítmica vocal de apoio (2002 - 2004)
* Evan David Taubenfeld,[136] 25 anos — guitarra solo, vocal de apoio (2002 - 2004)
* Matthew James Brann,[137] 28 anos — bateria, percussão (2002 - 2007)
* Charles Moniz,[138] 28 anos — baixo (2002 - 2007)
* Craig Wood,[139] 30 anos — guitarra rítmica, vocal de apoio (2004 - 2007)
* Devin Bronson,[140] 25 anos — guitarra solo, vocal de apoio (2004 - 2008)

Carreira cinematográfica e televisiva
Avril Lavigne em Los Angeles na premiação de Over the Hedge em 2006.

Em sua carreira como atriz[141] teve participações em alguns filmes fazendo papeis menores como em Going the Distance e Fast Food Nation, no qual é baseado no livro favorito dela.[142] Avril participou da dublagem do filme The SpongeBob SquarePants Movie[143] e da animação americana Over the Hedge, no qual ela trabalhou ao lado de William Shatner, Bruce Willis, Garry Shandling, Wanda Sykes, Nick Nolte e Steve Carell.[144] A cantora declarou em uma entrevista que fará sua primeira atuação como personagem principal em algum filme, não revelando muitos detalhes.[145] Avril também contracenou com Richard Gere no filme The Flock,[146] como a namorada de um criminoso suspeito.

Avril escreveu e gravou uma música tema o "Keep Holding On", em parceria com Dr.Luke, à trilha sonora do filme Eragon,[147] essa música foi incluída em seu terceiro álbum, The Best Damn Thing. A música foi lançada digitalmente para download no dia 28 de novembro, e mundialmente chegando nas rádios em 2006 e 2007.[148] Ela também gravou a música tema para o filme The SpongeBob SquarePants Movie.[149] Avril fez uma participação no filme Going the Distance, fazendo ela mesma em uma performance de "Losing Grip" e também apareceu em um episódio do Sabrina, the Teenage Witch, com performance de "Sk8er Boi" com sua banda.[18] Ela esteve em uma reportagem na qual ela dizia sobre seu suposto papel no filme.

Michael Jackson




Michael Joseph Jackson (Gary, 29 de agosto de 1958 — Los Angeles, 25 de junho de 2009) foi um cantor, compositor, dançarino, produtor e humanitário dos Estados Unidos.

Começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jackson 5; começou logo depois uma carreira solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Apelidado nos anos seguintes de King of Pop ("Rei do Pop"), cinco de seus álbuns de estúdio se tornaram os mais vendidos mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e HIStory (1995). Lançou-se em carreira solo no início da década de 1970, ainda pela Motown, gravadora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e os irmãos. Em idade adulta, gravou o álbum mais vendido da história, Thriller.

No início dos anos 1980, tornou-se uma figura dominante na música popular[1] e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. A popularidade de seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como "Beat It", "Billie Jean" e "Thriller" são creditados como a causa da transformação do vídeoclip em forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso. Vídeos como "Black or White", "Scream", "Earth Song", entre outros, mantiveram a alta rotatividade dos vídeos de Jackson durante a década de 1990. Foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o Robot, o "The Lean" (inclinação de 45º), o famoso "Moonwalk" entre outros. Seu estilo diferente e único de cantar e dançar, bem como a sonoridade de suas canções influenciaram uma série de artistas nos ramos do hip hop, pop, R&B e rock.

Jackson doou milhões de dólares durante toda sua carreira a causas beneficentes por meio da Dangerous World Tour, compactos voltados à caridade e manutenção de 39 centros de caridades. No entanto, outros aspectos da sua vida pessoal, como a mudança de sua aparência, principalmente a da cor de pele devido ao vitiligo e geraram controvérsia significante a ponto de prejudicar sua imagem pública. Em 1993 foi acusado de abuso de crianças, mas a investigação foi arquivada devido a falta de provas e Jackson não foi a tribunal. Depois, casou-se e foi pai de três filhos, todos os quais geraram controvérsia do público. O cantor teve experiências com crises de saúde desde o início dos anos 90 e sofreu também comentários sobre sua situação financeira. Em 2005, Jackson foi julgado e absolvido das alegações de abuso infantil.

Um dos poucos artistas a entrarem duas vezes ao Rock And Roll Hall of Fame, seus outros prêmios incluem vários recordes certificados pelo Guinness World Records - um deles para Thriller como o álbum mundialmente mais vendido de todos os tempos - dezenove Grammys em carreira solo e seis Grammys com os The Jacksons e 41 canções a chegar ao topo das paradas como cantor solo - e vendas que superam as 750 milhões de unidades mundialmente,[2] sendo que alguns empresários da Sony já registram a incrível marca de mais de 1 bilhão.[3] Sua vida, constantemente nos jornais, somada a sua carreira de sucesso como popstar fez dele parte da história da cultura popular por mais de quatro décadas.[4] Nos últimos anos, foi citado como a personalidade mais conhecida mundialmente.

Origem e infância

Michael era o sétimo de nove filhos de Joseph e Katherine Jackson. A família inteira – incluindo os irmãos mais velhos, Rebbie, Jackie, Tito, Jermaine, LaToya e Marlon, e os mais novos, Randy e Janet – viveram juntos em uma pequena casa de dois quartos, e o pai sustentava a casa a duras penas trabalhando em uma usina siderúrgica. Por vontade da mãe, mas contra o desejo do pai, as crianças tornaram-se Testemunhas de Jeová e passaram a praticar a evangelização de porta em porta.

De acordo com as regras rígidas do pai, as crianças eram mantidas trancadas em casa enquanto ele trabalhava até tarde da noite. Entretanto, as crianças escapavam freqüentemente para as casas dos vizinhos, onde cantavam e faziam música. Os irmãos mais velhos mexiam na guitarra do pai Joseph sem sua permissão enquanto ele estava trabalhando. Até que um dia Joseph tomou consciência do talento de seus filhos e resolveu ganhar dinheiro com isso, e assim sair de Gary e ir para a Califórnia, para mais tarde serem contratados pela Motown.

Jackson 5

Na Motown, Michael e seus irmãos gravaram vários álbuns, o que lhes rendeu fama mundial. Com apenas treze anos Michael através dos Jackson Five havia colocado quatro canções no topo das paradas, "I Want You Back", "ABC", "I'll Be There", "The Love You Save". Michael iniciou sua carreira solo quando ainda estava na Motown ele lançou os álbuns Got To Be There, Ben, Music & Me e Forever, Michael. Todos com pelo menos um sucesso mundial. A partir de 1973 a popularidade do grupo começou a diminuir, embora eles tivessem sucessos razoáveis como "I Am Love" e "Dancing Machine". Nesse último, durante as apresentações, Jackson simulava um robô dançando. A dança tornou-se bastante popular no mundo todo.

Durante sua infância Michael e seus irmãos sofreram constante abuso de seu pai. Que batia freqüentemente nas crianças, e as aterrorizava psicologicamente. Os ensaios eram supervisionados pelo pai com um cinto na mão. Certa vez Michael e seus irmãos foram dormir no quarto de um hotel e deixaram a janela aberta. Joseph escalou a janela com uma máscara no rosto e deu um susto nos irmãos, somente para ensiná-los a não deixar a janela aberta quando fossem dormir. Anos depois, Jackson sofreu pesadelos sobre ser sequestrado do seu quarto e chorava com isso. Durante sua entrevista a apresentadora Oprah Winfrey, em 1993, Michael disse que durante sua infância chorou várias vezes por solidão e que muitas vezes vomitava só de ver seu pai. No documentário de 2003, Living with Michael Jackson, do jornalista britânico Martin Bashir, o cantor chorou ao relembrar de sua infância.

The Jacksons

Em 1975, os Jackson Five saíram da Motown e assinaram contrato com a Epic em busca de mais liberdade para produzir suas canções. Como resultado do processo judicial, tiveram que mudar o nome para The Jacksons. Michael foi o principal compositor do grupo, escrevendo sucessos como "Shake Your Body (Down To The Ground)", "This Place Hotel", "Can You Feel It?", Durante a sua adolescência Michael sofreu de depressão por não aceitar estar crescendo, sua pele também passou por um período de alto grau de acne.

Em 1978, Michael co-estrelou The Wiz no papel do Espantalho com sua companheira de gravadora, Diana Ross, como Dorothy. As canções do filme foram arranjadas e produzidas por Quincy Jones, que simpatizava com Michael. Após assinar o contrato com a Epic em 1978, Michael trabalhou com Quincy em muitos álbuns.

Era Off the Wall

Michael começou a gravar Off the Wall durante a primavera norte-americana de 1978. Com a produção de Quincy Jones, Jackson selecionou dez canções que deram forma ao primeiro álbum solo lançado por ele em idade adulta. Off The Wall causou furor entre o público e a mídia especializada. A mistura de black music e disco do álbum tornou-se referência nos anos que se seguiram. Michael ganhou seu primeiro Grammy com o compacto de "Don't Stop 'Til You Get Enough", uma canção escrita e produzida por ele. Foram dois anos de constante exposição no rádio e na televisão. Foi a primeira vez que um artista colocou quatro canções de um mesmo álbum entre as dez mais tocadas tanto no Reino Unido quando nos Estados Unidos. Em 1980, Off The Wall já era o álbum de black music mais vendido da história. Os números chegam, atualmente, a 25[carece de fontes?] milhões de cópias.

Apesar de ter vendido com um único álbum solo mais do que os Jacksons haviam conseguido na carreira de 11 anos, Michael resolveu continuar com os irmãos, atendendo a pedidos da mãe.

Triumph Tour e E.T.

Leia também: Thriller; The Jacksons - Victory Tour.

Em 1979 durante um ensaio, Jackson caiu e quebrou o nariz, sendo obrigado a operar o nariz. Sua primeira rinoplastia não foi um completo sucesso, e Jackson reclamou de dificuldades respiratórias que afetavam sua carreira. Ele foi submetido ao Dr. Steven Hoefflin, que realizou a segunda rinoplastia de Jackson e outras subseqüentes operações.

Depois de lançar mais um disco com os Jacksons em setembro de 1980 e cumprir uma apertada agenda de divulgação que incluía especiais no rádio e uma seqüência de 39 espetáculos pelos Estados Unidos, Michael tinha pouco tempo para gravar o álbum que sucederia Off The Wall. Ainda assim, aceitou um convite do cineasta Steven Spielberg para narrar a história do filme E.T., O Extraterrestre (1982) em um disco que ainda incluiria a canção inédita "Someone In The Dark".

Jackson resolveu trabalhar nos dois projetos simultaneamente, o que gerou desconforto na Sony Music. O disco narrado por Michael seria distribuído pela MCA Records no mesmo mês em que a gravadora tinha agendado o lançamento de Thriller. A Sony Music entrou na Justiça e conseguiu cancelar o projeto. Enquanto isso, Jackson concluiu as gravações de Thriller. O álbum foi finalizado em seis meses e lançado em novembro de 1982, depois de vários adiamentos.

Era Thriller

Thriller é atualmente o álbum mais vendido da história, com mais de 106 milhões de cópias vendidas no mundo. Nos dois anos que se seguiram ao lançamento, o álbum foi a maior sensação da América, influenciando não somente a música, como também a dança, a moda e a televisão. Thriller chegou à primeira posição entre os mais vendidos dos Estados Unidos no dia 21 de fevereiro de 1983 e permaneceu na posição por 37 semanas no primeiro lugar[5] e mais 43 no top 10, um recorde. Sete compactos foram lançados e dois conquistaram o primeiro lugar, "Billie Jean" e "Beat It".

Thriller foi também um marco na luta contra a discriminação racial na indústria fonográfica. Jackson tornou-se o primeiro artista negro cuja música estava no ar na MTV, com o videoclipe de "Billie Jean", dirigido por Steve Baron. A canção "Beat It", que tinha participação do guitarrista Eddie Van Halen, fez rádios de rock, na época orientadas a um público essencialmente branco, tocarem a canção de um negro; e fez rádios de black music tocarem rock. Um feito inédito até então.

Motown 25: Yesterday, Today, Forever
Michael em 1984, com o Presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan e a Primeira-dama Nancy Reagan na Casa Branca.

Durante a divulgação de Thriller na noite de 16 de maio de 1983, 3 mil celebridades norte-americanas lotaram um teatro em Los Angeles para assistir a uma apresentação comemorativa dos 25 anos da gravadora Motown. De suas casas, 50 Milhões de norte-americanos acompanharam pela TV a apresentação dos vários artistas negros, até a entrada dos Irmãos Jacksons, que vão embora e deixam Michael Jackson sozinho no palco. Ele começou a cantar "Billie Jean" , sucesso do álbum que havia lançado seis meses antes. De repente, Michael parou de cantar, andou até o canto esquerdo do palco e voltou deslizando de costas. Naquela noite, mais do que imortalizar o passo de dança criado e batizado décadas antes pelo dançarino Bill Bailey como "Moonwalk" (algo como "passo da lua"), Michael Jackson consagrou-se como o Rei do Pop. "Foi aquele momento que cristalizou o status de celebridade de Michael Jackson", disse a revista americana Rolling Stone. "Moonwalk, no mundo do entretenimento, só é comparável ao andar de vagabundo de Chaplin, à sequência de Gene Kelly em Dançando na Chuva e aos passos de Fred Astaire no filme Núpcias Reais". Depois daquela apresentação, tanto Fred Astaire quanto Gene Kelly foram atrás de Jackson para parabenizá-lo por usar tão bem o passo criado por Bailey. Foi então que o cantor estreou o chapéu e jaqueta pretos e a famosa luva de lantejoulas. Em dezembro daquele ano, Michael e o diretor John Landis estabeleceram também novos horizontes para a produção de videoclipes, quando um curta-metragem de 14 minutos foi lançado para promover a canção "Thriller" ao custo de 600 mil dólares, elevado para os padrões da época.

Também em tempo para o Natal de 1983, um segundo dueto entre Jackson e Paul McCartney chegou às lojas. "Say Say Say" tornou-se o sexto número um de Jackson na América e o nono do ex-Beatle.

Acidente e hospitalização
Em 1984 Michael Jackson ganhou uma estrela na calçada da fama de Hollywood.

Em 27 de janeiro de 1984, Michael Jackson sofreu um acidente enquanto gravava o segundo comercial para a televisão do contrato de 5 milhões de dólares que havia assinado para ser garoto-propaganda da Pepsi. O cabelo do astro foi incendiado por fogos de artifício. Ele teve queimaduras de segundo grau no couro cabeludo. Michael foi liberado do hospital um dia depois da internação.

Em março de 1984, Jackson lançou em VHS o videoclipe de "Thriller" acompanhado por um documentário sobre os bastidores da produção. A fita, intitulada Making Michael Jackson's Thriller, vendeu 14 milhões de unidades e tornou-se a mais vendida de todos os tempos, até ser superada pela do filme Titanic, de James Cameron, em 1997. Em maio seguinte, Thriller entrou para o livro dos recordes e Michael ganhou uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood. Ao final de 1984, Jackson já havia conquistado 94 prêmios por Thriller. Na cerimônia do Grammy Awards daquele ano, o astro estabeleceu um novo recorde conquistando oito prêmios. A marca foi igualada pelo guitarrista mexicano Carlos Santana com o álbum Supernatural, em 2000.

We Are The World

Ver artigo principal: Lista de ações caridosas de Michael Jackson

Com o sucesso de Thriller, o interesse do público e da imprensa por Jackson era crescente. Tornaram-se notórios não somente os hábitos pouco usuais do músico, mas também os trabalhos humanitários de Michael, especialmente em prol de crianças e adolescentes. Em maio de 1984, Jackson participou do lançamento de uma campanha contra as drogas na Casa Branca como convidado do presidente americano Ronald Reagan. Em julho, Michael anunciou que reverteria todos os lucros da turnê do álbum Thriller para a caridade. A Victory Tour, com 55 concertos em cidades dos Estados Unidos e Canadá, arrecadou 75 milhões de dólares. A turnê quebrou o recorde de maior público, antes detido por Elvis Presley.

Michael levava seus animais de estimação exóticos para todo lugar. Um chimpanzé chamado Bubbles e uma cobra chamada Muscles.

Em 1985, Michael Jackson se uniu a Lionel Richie e Quincy Jones na missão de arrecadar fundos para a campanha USA for Africa. A idéia era gravar uma canção cujos lucros seriam revertidos para reduzir os índices de mortalidade pela fome no continente africano. Lionel compôs, no piano, a melodia. Michael escreveu a letra em um único dia. O resultado eles chamaram de "We Are The World". Para gravar a canção, Quincy Jones convidou 44 celebridades da música e televisão, incluindo Cyndi Lauper, Diana Ross, Ray Charles e Stevie Wonder. O projeto arrecadou 200 milhões de dólares para a luta contra a fome na Etiópia.

Michael ganhou dois Grammys por "We Are The World": "Canção do Ano" (com Lionel Richie) e "Gravação do Ano" (com Quincy Jones). A canção recebeu também outros dois prêmios na cerimônia.

Jackson começou uma carreira empresarial. Ele comprou direitos autorais do catálogo Northern Song, que continha canções dos Beatles, Elvis Presley entre outros. McCartney ficou chateado com Jackson e desde então a amizade dos dois parece ter acabado.

Era Bad
Michael usou uma jaqueta de ouro niquelado em estilo militar durante a era "Bad".

Depois de Thriller, Jackson adiou o lançamento de um novo disco por várias vezes. Somente em 1986 o público conheceu uma das canções selecionadas para fazer parte do que seria o álbum Bad. A canção "Another Part Of Me" fazia parte da trilha-sonora do filme Captain EO, produzido por George Lucas e Francis Ford Coppola. Michael estrelava o curta-metragem filmado todo em 3D para a Disney ao custou de um milhão de dólares por minuto. Até 1998, o filme ainda era exibido em parques temáticos da companhia.

Jackson lançou Bad em agosto de 1987, com dois anos de atraso. Para a mídia especializada, o álbum era pouco ousado e uma decepção em comparação com Thriller (1982) ou Off The Wall (1979). Em contrapartida, o público respondeu bem e fez de Bad um grande sucesso. Não tão grandioso quanto Thriller, mas um grande sucesso. O álbum vendeu 32[carece de fontes?] milhões de cópias em todo o mundo e permaneceu durante algum tempo como o segundo mais vendido da história.

Bad ainda teve um recorde de nove canções lançadas como compacto. Cinco delas chegaram à primeira posição nos Estados Unidos: "I Just Can't Stop Loving You" (com a estreante Siedah Garrett), "Bad", "The Way You Make Me Feel", "Man in the Mirror" e "Dirty Diana". Foi a primeira vez que um artista colocou cinco canções de um mesmo álbum em primeiro lugar.

Excentricidade e vitiligo
Jackson dois anos depois que ele foi diagnosticado com vitiligo, aqui nas fases iniciais da doença.

Durante a divulgação de Bad, a publicação de excentricidades sobre a vida de Michael adquiriu contornos enfáticos. Verdades ou mentiras, tornaram-se parte da imagem que se criou em torno de Jackson. Foi noticiado, por exemplo, que o astro tentou comprar os ossos e roupas de John Merrick, o Homem Elefante. Que ele teria uma parte do próprio nariz, retirada em cirurgia plástica, conservada em uma jarra dentro de casa. Que dormia em uma câmara hiperbárica para retardar o envelhecimento. Mais tarde essas notícias foram desmentidas pelo próprio.

Na época, as alterações na aparência de Michael eram visíveis e geravam muita polêmica. Os jornais especulavam sobre dezenas cirurgias plásticas, apesar do músico confirmar apenas duas, e possíveis razões para a mudança na cor da pele dele, que estava branca. Especialistas acreditavam que Michael teria se submetido a um tratamento intensivo com hidroquinona, uma substância capaz de clarear a pele. Em 1993, durante entrevista à apresentadora Oprah Winfrey, Jackson afirmou sofrer de vitiligo, uma doença autoimune não contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação.

Devido as suas supostas excentricidades, Michael ganhou o apelido ‘Wacko Jacko’, do tablóide The Sun. Vegetariano, Michael supostamente tinha horror a refrigerantes artificiais, apesar de ter feito uma campanha publicitária milionária para a Pepsi.[6]

Bad foi indicado ao Grammy, Michael inclusive fez uma performance lendária no ano de 1988, onde cantou "The Way You Make Me Feel" e "Man In The Mirror". Ele não ganhou nenhum prêmio, o que gerou revolta no cantor. "Eles julgaram minha aparência, não minha música."

Bad World Tour

Em setembro de 1987, Michael deu início à Bad World Tour, a primeira turnê mundial dele como artista solo, que passou em 15 países e atraiu 4,4 milhões de pessoas aos estádios - um recorde de público que seria superado pelo próprio Michael duas vezes, em 1992 e 1997.

Moonwalker

Em 1988, o cantor lançou a autobiografia Moonwalk e o filme Moonwalker, dirigido essencialmente por Jerry Kramer, que continha os videoclipes de "Smooth Criminal" e "Leave Me Alone". O longa-metragem ainda deu origem a um jogo de videogame de mesmo nome para fliperamas, Sega Mega Drive e Sega Master System. Jackson ganhou um Grammy pelo videoclipe de "Leave Me Alone" em 1989.

Bad foi a última colaboração de Jackson com o produtor Quincy Jones.

Era Dangerous

Neverland

Em maio de 1988, Michael Jackson se mudou da residência da família, Hayvenhurst, em Encino, para um rancho recém-adquirido no vale de Santa Ynez, ao norte de Los Angeles, também na Califórnia. A propriedade, de 2,7 mil acres, (10,93 km²) foi batizada de Neverland (Terra do Nunca, em português) - uma referência ao livro Peter Pan (1906), de J. M. Barrie. O astro morou sozinho no rancho por 17 anos em busca de privacidade. Não funcionou. Pelo contrário, o isolamento só fez com que aumentasse o interesse do público e, consequentemente, da imprensa sobre a vida dele.

Em março de 1990, Michael Jackson assinou um contrato recorde de 1.089 milhões de dólares segundo a revista Forbes, com a Sony Music que asseguraria a permanência dele na gravadora por mais 15 anos . Nesse período, ele deveria lançar seis álbuns e receberia 180 milhões em antecipação por cada um deles. No livro dos recordes, Jackson passou a ser citado como o artista mais bem pago da indústria da música.

"King of Pop"

Em 1990, durante o American Music Awards, Elizabeth Taylor discursava sobre a vida musical de Jackson quando finalizou: "Em minha estima, ele (Michael Jackson) é o único que pode receber o título de Rei da música pop, rock e soul".

A platéia, manifestou-se a favor da proposta e, desde então, o público e a imprensa se referem a Michael Jackson como "King of Pop" ("Rei do Pop").

Black or White, o videoclipe de maior estréia

Depois de um ano longe das paradas de sucesso, Michael pôde ser ouvido novamente nas rádios em novembro de 1991 com a canção "Black Or White", o primeiro compacto que seria lançado do álbum Dangerous. Jackson convidou o diretor John Landis (de "Thriller") para gravar o videoclipe da canção. Quando foi transmitido, o curta-metragem, que tinha dez minutos de duração, gerou controvérsia, mostrando o astro quebrando vitrines de lojas e destruindo um carro com um pé-de-cabra.

O videoclipe foi transmitido simultaneamente para 27 países perante uma audiência estimada em 500 milhões de pessoas, um novo recorde. A reação foi imediata. O segmento considerado violento foi retirado do curta-metragem. Michael se retratou em um comunicado dizendo que o comportamento simulava o instinto de uma pantera, animal em que se transforma durante a história. O vídeo também ficou famoso por mostrar na televisão uma das primeiras metamorfoses geradas em computador. O videoclipe contava com a participação de Macaulay Culkin.

O álbum

Duas semanas depois, Dangerous foi lançado. O álbum reunia 14 canções inéditas - 12 delas escritas e compostas por Jackson. A produção era, essencialmente, de Teddy Riley, considerado um dos criadores de um novo tipo de som chamado 'new jack swing'. Dangerous gerou outros nove compactos, incluindo três números um: "Black Or White", "Remember The Time" e "In The Closet". O álbum ficou mais de dois anos entre os mais vendidos e foi adquirido por 34[carece de fontes?] milhões de pessoas no mundo, superando Bad como o segundo melhor desempenho da carreira do cantor.

Heal the World Foundation

Jackson fundou a "Heal the World Foundation" em 1992. A fundação ajudava milhões de crianças ao redor do mundo. Também enviou milhões de dólares para todo o mundo para ajudar as crianças ameaçadas pela guerra e por doenças.

Dangerous World Tour

Em junho de 1992, Michael saiu em turnê para divulgar o álbum e quebrou recordes de público firmados anteriormente por ele mesmo durante a Bad World Tour, em 1987 e 1988. A turnê foi interrompida em 1993 depois que ele foi acusado de abusar sexualmente de um menor. Apesar disso, a investida levou para os estádios 3,5 milhões de pessoas em 69 concertos - uma média maior do que qualquer outra turnê até então. Todos os lucros da Dangerous World Tour foram revertidos para caridade.

A Dangerous World Tour foi a turnê que utilizou mais equipamento do mundo. O palco demorava 3 dias para ser montado e eram necessárias mais de 60 carretas, 20 caminhões e 2 jumbos 747 para transportar o equipamento de 2 toneladas e meia que eram: 168 homens trabalhando, 2 telões de cristal líquido, 1000 luzes e mais de 10 mil cabos elétricos. A Dangerous World Tour foi transmitida ao vivo pela HBO e foi a turnê de maior audiência da televisão.

Super Bowl

Para retomar a divulgação do álbum Dangerous nos Estados Unidos, interrompida desde que saiu em turnê, Michael programou dois grandes eventos televisivos em 1993. No dia 31 de janeiro, ele se apresentou no intervalo do Super Bowl XXVII, a famosa final do campeonato de futebol americano organizado pela NFL e exibido, nesse ano, pela rede de televisão norte-americana NBC diante de uma audiência de 133,4 milhões de pessoas, se tornando o evento de maior audiência na história da América. Ao contrário de anos anteriores, ele foi a única atração do tradicional "show do intervalo". Devido ao status de estrela de Michael, a rede de televisão norte-americana FOX (concorrente da NBC) deixou de exibir, pela primeira vez, um compacto com os melhores momentos do Super Bowl disputado no ano anterior (Super Bowl XXVI); esse compacto era tradicionalmente exibido quando a emissora não detinha os direitos de transmissão da partida. A performance de Michael foi impressionante. Houve uma explosão e o "Rei da música pop" saiu pulando do chão acompanhado de fogos. Ele pousou e ficou imóvel em sua famosa postura de estátua por vários minutos (metade do tempo do show), enquanto a multidão ia ao delírio. Uma chuva de fogos caia sobre o astro, que estava com seu tradicional óculos de sol, bracelete, roupa de militar com detalhes em ouro. Ele virou o rosto e lentamente começou a tirar os óculos, jogou-os e começou a cantar e dançar. Michael cantou três canções: "Jam", "Billie Jean" e "Black or White". O Gran Finale aconteceu após a exibição de uma video-montagem de Michael participando de várias campanhas humanitárias por todo o mundo e, em seguida, 3.500 crianças da região de Los Angeles se juntam a Michael para cantar "Heal the World". Foi o primeiro Super Bowl em que o número do público aumentou durante meia hora de show. Dangerous subiu 90 posições depois da apresentação. Dez dias depois, concedeu uma entrevista à apresentadora Oprah Winfrey que foi assistida por 100 milhões de telespectadores. Foi a primeira vez em dez anos que Jackson aceitou falar com a imprensa. A entrevista também se tornou um dos eventos mais assistidos de todos os tempos. E o álbum Dangerous voltou ao top 10 após um ano de seu lançamento original.

Depois da morte Ryan White, vítima de HIV, Michael lançou o single Gone Too Soon, e chamou atenção do mundo para pesquisas sobre a cura da AIDS, que na época havia um grande preconceito por parte das pessoas.

Durante a era Dangerous, Jackson visitou vários lugares do mundo, incluindo Iraque e Egito. Na África quando desembarcou em Gabão, foi recebido por mais de 100 mil pessoas, com um enorme cartaz dizendo "Bem-vindo a casa Michael!". Em sua viagem á Costa do Marfim, Jackson foi coroado "Rei Sani" pelo chefe da tribo.

Em 1993 recebeu o "Grammy Legend Award" por ser uma lenda viva e por sua contribuição ao mundo da música.

Era HIStory

Ver artigos principais: Caso Jordan Chandler; HIStory: Past, Present and Future – Book I; Blood On The Dance Floor - HIStory In The Mix; Ghosts.

Alegações de abuso sexual
Fãs demontrando seu apoio a Jackson após ele ser acusado de molestar crianças em 2003.

Em agosto de 1993 o jovem Jordan Chandler, de 13 anos, representado pelo advogado civil Larry Feldman, acusou Michael Jackson de abuso sexual. As declarações, feitas à imprensa, nunca foram entregues à Justiça e, por conseqüência, o astro não chegou a ser indiciado pelo crime. Apesar disso, o promotor distrital Tom Sneddon deu início a investigações paralelas no final do mês pelo condado de Santa Ynez, residência oficial de Jackson.

As acusações geraram frenesi em todo o mundo. Michael cancelou o último seguimento da turnê do álbum Dangerous em outubro, pouco antes de deixar o México a caminho dos Estados Unidos. Durante uma semana daquele mês não se soube o paradeiro do astro. Ele reapareceu internado aos cuidados do terapeuta Beauchamp Colclough, na Irlanda do Norte, em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos alegando a necessidade de se restabelecer de um vício em analgésicos.

Michael Jackson se pronunciou sobre as alegações pela primeira vez em dezembro de 1993, durante um comunicado transmitido simultaneamente pelas redes CNN, CBS, NBC e ABC, ao vivo do rancho Neverland. Ele se defendeu, afirmando ser incapaz de "causar mal a uma criança".

Depois de seis meses de negociações, contra a vontade do cantor e do seu advogado, a companhia de seguros daquele fechou um acordo de confidencialidade com o dentista Evan Chandler, pai de Jordan Chandler que o acusava. Especula-se que a família tenha embolsado quase 15 milhões de dólares. As investigações paralelas da Justiça foram arquivadas em 1994 por falta de provas. Com o acordo, o único reclamante se recusava a colaborar.

Em 1996 Evan Chandler processou novamente Jackson, alegando que Michael teria violado os termos da acção civil, quando publicamente afirmou nunca ter abusado sexualmente do garoto. Neste novo processo, Chandler referiu-se ao álbum HIStory, bem como a uma entrevista que Michael deu a Diane Sawyer. O pedido abrangia uma indemnização no valor de 60 milhões de dólares e a emissão de uma ordem judicial que lhe permitisse produzir e distribuir o seu próprio álbum, chamado EVANstory.

Casamento

No mesmo ano, em maio, Jackson casou-se com Lisa Marie Presley. A união foi amplamente divulgada e criticada pela imprensa, que especulava sobre a conveniência do casamento, realizado meses depois do término das investigações criminais contra o astro. A primeira aparição pública do casal foi em setembro durante o MTV Video Music Awards do ano. Eles entraram no palco, seguiram por uma passarela e se beijaram. O matrimônio durou dois anos.

O álbum

Em junho de 1995 chegou às lojas o álbum duplo HIStory: Past, Present and Future – Book I. No primeiro disco, uma seleção de quinze sucessos remasterizados. No segundo, a primeira coleção de canções inéditas lançada pelo cantor desde que acusado de abuso sexual. Foram gastos 30 milhões de dólares em publicidade e propaganda para o lançamento do álbum e divulgação de cinco compactos. Foi a maior campanha de marketing já montada para promover um disco. HIStory vendeu quase 30 milhões de cópias.[carece de fontes?]

O videoclipe do primeiro compacto do álbum, Scream/Childhood, um duelo musical com a irmã Janet, estreou durante uma entrevista concedida por Michael e Lisa Marie à apresentadora Diane Sawyer no programa Primetime, da ABC, um dia antes do lançamento de HIStory. O videoclipe de Scream é o vídeo musical mais caro da história: custou cerca de sete milhões de dólares[7][8], sendo certificado pelo Guinness World Records em 2006, desde então o livro não registrou nenhum outro. Também durante a divulgação do álbum, Jackson esteve no Brasil para gravar cenas do videoclipe da canção "They Don't Care About Us" na favela Santa Marta no Rio de Janeiro e também na Bahia, com o grupo de percussão Olodum.

HIStory World Tour

Em setembro de 1996, Michael Jackson deu início à HIStory World Tour com um show de lotação esgotada na cidade de Praga, na República Checa. Ao término dos concertos, mais de um ano depois, Jackson tinha levado 4.5 milhões de pessoas aos estádios de 56 cidades, em 35 países diferentes. Com isso, a turnê estabelecia um novo recorde mundial de público.

Em novembro de 1996, o astro se casou com a enfermeira dermatologista Deborah Rowe, com quem teve dois filhos. O primeiro, Michael Joseph Jackson Jr., nasceu naquele ano. No ano seguinte, Rowe deu à luz Paris Katherine Jackson. A enfermeira abriu a mão de todos os direitos maternos e entregou a guarda das crianças a Jackson, gerando grande polêmica. Em 2002, Rowe afirmou, em entrevista à rede americana de televisão FOX, que os filhos foram "presentes" dados por ela ao astro.

Blood on the Dance Floor: HIStory in the Mix

Em 1997, oito canções inéditas de HIStory foram remixadas e lançadas na semi-coletânea Blood on the Dance Floor que vendeu 10[carece de fontes?] milhões de cópias, se tornando o álbum remix mais vendido da história. Entre os produtores responsáveis pelas versões estão Wyclef Jean ("2 Bad"), David Morales ("This Time Around") e Tony Moran ("HIStory"). Um curta-metragem de 35 minutos intitulado Ghosts e estrelado por Jackson estreou nos cinemas europeus na mesma época. O filme, escrito por Stephen King ("Carrie, A Estranha") e dirigido por Stan Winston ("O Predador"), foi concebido como uma releitura do clássico videoclipe produzido para a canção "Thiller" em 1984.

Em maio de 1997, o grupo Jackson 5 foi incluído ao Hall da Fama do Rock and Roll. Quatro anos mais tarde, em 2001, Jackson receberia a condecoração como artista solo.

Em 1999, Jackson realizou vários concertos beneficentes chamado, “Michael Jackson & Friends”, que contava com participação de Slash, The Scorpions, Boyz II Men, Mariah Carey, Pavarotti e outros.

Era Invincible

No ano 2000 Jackson entrou no Guinness World Records, como o artista que mais ajudou pessoas no mundo, por ter ajudado a mais de 39 organizações. No mesmo ano Michael recebeu o título de "Cantor do Milênio" durante o XI World Music Awards, realizado em Mônaco. A cerimônia foi transmitida para mais de 160 países perante uma audiência de quase um bilhão de pessoas. Mariah Carey recebeu prêmio similar, na categoria feminina. Na ocasião foram exaltadas vendas de mais de 200 milhões de álbuns durante a carreira de 29 anos.

Em setembro de 2001, Michael Jackson promoveu dois concertos com lotação esgotada no Madison Square Garden, em Nova York, para celebrar 30 anos de carreira solo. Foi a primeira vez, em 20 anos, que o grupo The Jacksons voltou a se reunir no palco. Cantaram grandes sucessos, como "I'll Be There", "Can You Feel It" e "I Want You Back". Celebridades como Whitney Houston, Britney Spears, Liza Minelli, *NSYNC, Nick Carter, Aaron Carter, Usher e Gloria Stefan prestaram homenagens a Jackson cantando alguns dos maiores sucessos da carreira dele. Na platéia, mais personalidades. Assistiram às apresentações Elizabeth Taylor, Macaulay Culkin, Marlon Brando, Ray Charles, Chris Tucker, Nelly Furtado, Will Smith e Quincy Jones.

Para comemorar a data, foram prensadas edições especiais dos álbuns Off The Wall, Thriller, Bad e Dangerous - todos remasterizados, com novos encartes, incluindo canções raras e inéditas, e também entrevistas com o produtor Quincy Jones e o compositor Rod Temperton.

No mês seguinte, outubro, Jackson lançou Invincible, a primeira coleção de novas canções lançada pelo astro em seis anos, desde HIStory, em 1995. Produzido essencialmente por Rodney Jerkins ("If You Had My Love", Jennifer Lopez) e Teddy Riley ("In The Closet"), inclui como convidado o guitarrista Carlos Santana e contém ainda um rap póstumo de Notorious B.I.G.

Problemas com a Sony

Durante a rápida divulgação do álbum ficaram explícitas as divergências entre Michael e o então-chefe da Sony Music, Tommy Mottola. Os problemas começaram em 2000, quando Jackson tentou retirar a licença das gravações originais do catálogo dele da gravadora para lançamento independente. Assim Michael não precisaria dividir os lucros com a Sony. Entretanto, os advogados de Jackson encontraram cláusulas no contrato dele com a gravadora que impediam a transação.

Para evitar uma disputa judicial, Michael e a Sony fecharam um acordo que permitiria que ele abandonasse a gravadora depois do lançamento de Invincible, mas não antes de um pacote de coletâneas que reuniriam os maiores sucessos dele. A crise se acentuou quando a canção "You Rock My World" vazou para as rádios ilegalmente e teve que ser lançada como primeiro compacto do álbum. Michael queria "Unbreakable" e se negou a colaborar com a divulgação de Invincible.

O álbum

A Sony boicotou o álbum de Jackson, retirando das lojas após três meses de lançamento. Ainda assim, Invincible vendeu 11 milhões de cópias no mundo todo, algo difícil até para os artistas que estavam no auge na época.

Uma semana após os atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, Michael Jackson anunciou a gravação de uma canção beneficente para arrecadar fundos a familiares das vítimas. Mais de 35 cantores contribuíram, como Shakira, Celine Dion, Ricky Martin, Luther Vandross, Justin Timberlake, Carlos Santana, Beyoncé, Laura Pausini e Mariah Carey. O compacto nunca foi lançado devido aos desentendimentos do astro com a Sony Music. Além disso, especula-se que o envolvimento de um dos produtores do projeto com a indústria do cinema pornográfico estadunidense teria afastado patrocinadores.

Jackson ajudou a formar o “United We Stand: What More Can I Give”, concerto beneficiário realizado no RFK Stadium em Washington. Onde cantou What More Can I Give junto com outros cantores e Man In The Mirror sozinho, porém essa última não foi exibida na televisão.

Novas polêmicas

Jackson teve seu terceiro filho, Prince Michael Jackson II (Blanket) em 2002. A mãe da criança se mantém anônima, Jackson revelou que a criança era resultado de inseminação artificial. Em novembro do mesmo ano, durante sua estadia em Berlim, Jackson apareceu na janela da varanda do quarto de hotel com seu filho recém-nascido. O cantor surpreendeu a todos quando pôs seu filho com um pano no rosto para fora da janela durante 3 segundos. Supostamente, ele fizera isto para mostrar seu filho aos fãs que se encontravam à entrada do hotel, que teriam pedido que ele o mostrasse[9]. Este ato provocou severas críticas.

Em 2003 a Sony lançou a coletânea Number Ones que vendeu 6 milhões no mundo todo. No mesmo ano foi exibido o documentário “Living with Michael Jackson”, que mostrava o dia-a-dia do cantor. O documentário mostrou a vida de Jackson, a sua infância difícil e seus 3 filhos, a sua casa e o seu isolamento no seu mundo particular.

Ainda em 2003 Jackson foi acusado de pedofilia por Gavin Arvizo. Jackson negou as alegações de abuso sexual. Elizabeth Taylor defendeu o cantor em um programa de televisão dizendo que ela tinha estado lá, quando Gavin se encontrava na casa do cantor, assistindo televisão. “Não houve nada de anormal. Nós rimos como crianças, assistimos um monte de filmes da Disney. Não houve nada de estranho, nem de inapropriado .” Durante a investigação, o perfil de Jackson foi examinado por um profissional da saúde mental chamado Dr. Stan Katz; o médico passou várias horas com o acusador também. A avaliação feita por Katz, dizia que Jackson tinha a idade mental de um garoto de 10 anos e não se encaixava no perfil de um pedófilo.

O julgamento durou cinco meses, até o final de maio de 2005. Durante o julgamento, o cantor novamente sofreu de estresse e grave perda de peso, que viria alterar sua aparência. Em junho, Jackson foi absolvido de todas as acusações, por falta de provas. Depois do julgamento Michael abandonou Neverland e se mudou para o Bahrain. O cantor disse que apesar de amar Neverland, ela tinha trazido coisas ruins (como as acusações) para sua vida e que nunca mais andaria com crianças novamente.

Outra coletânea foi lançada em 2004, The Ultimate Collection, uma caixa com quatro CDs e um DVD. Em março de 2006, a Sony Music lançou nova coletânea, o álbum duplo The Essential Michael Jackson.

Michael Jackson retoma a carreira

Premiações

Em 2006, Jackson saiu do período de reclusão que estava passando em Bahrain desde que fora inocentado em 2005, e compareceu a diversas premiações e homenagens. A primeira delas foi a homenagem realizada em maio de 2006 na MTV japonesa, durante a premiação da Video Music Awards Japan '06. Nessa premiação, Jackson recebeu a Legend Award - raramente concebida a alguém -, devido a ele ser o artista masculino internacional que mais vendeu no Japão, uma lenda viva da música. A imprensa em geral fez um enorme destaque para esse evento, devido ao fato de que foi a primeira aparição pública que Jackson fez desde sua absolvição saindo de sua reclusão no Bahrain.


Prêmios Grammy:


1979:

* Melhor Performace Masculina: Dont Stop Till You Get Enough.

1984:

* Álbum do ano: Thriller.
* Gravação do Ano: Beat It.
* Cantor Pop Solo Masculino: Thriller
* Produtor do Ano: Thriller.
* Melhor Vocal Rock Masculino: Beat It.
* Melhor Vocal R&B Masculino: Billie Jean.
* Compacto R&B: Billie Jean.
* Gravação Infantil: E.T., o Extraterrestre.

OBS: Nesse ano, Michael foi o único indicado a receber todos os prêmios, exceto na categoria música. A música vencedora foi Every Breath You Take (Sting).

1986:

* Música: We Are the World (Michael Jackson e Lionel Richie)
* Gravação do Ano: We are the world (Michael Jackson e Quincy Jones)


Michael recebeu em 2006, oito Guinness World Records, entre os registros estavam, “Primeiro artista a ganhar mais de cem milhões de dólares em um ano”, “Primeiro artista a vender mais de 100 milhões de álbuns fora dos Estados Unidos”, “ Artista mais bem sucedido no mundo da música” entre outros, sendo ainda cogitado como o artista mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em mais de 8 bilhões de dólares.

Também no ano de 2006, em novembro, Michael compareceu ao World Music Awards. Recebeu o Diamond Award, dado a artistas que venderam mais de 100 milhões de discos. Durante a premiação, Jackson também recebeu o 9º certificado do Guinness da semana, dado em razão das 104 (na época) milhões de cópias vendidas do álbum Thriller.

Em estúdio

Em Maio de 2006, Michael se mudou do Bahrain para a cidade de Dublin, na Irlanda, onde continuou a gravar o que seria o décimo-terceiro álbum solo da carreira - o primeiro desde Invincible. A previsão era que o álbum chegasse às lojas nos anos seguintes e seria distribuído pela gravadora independente 2 Seas Records. Mas essa hipótese foi descartada mais tarde. O novo selo de gravação seria então a Michael Jackson Company Inc., criada há pouco tempo.

Em Outubro do mesmo ano, o programa de televisão Access Hollywood teve acesso ao estúdio enquanto Michael trabalhava com o produtor e rapper Will.i.am, membro-líder do grupo Black Eyed Peas. O estúdio que Michael trabalhava em Dublin era a Grouse Lodge Residential Studios.

Michael e a Sony compraram em 2007 o Famous Music LLC da Viacom, que lhe concedeu o direito sobre canções de muitos artistas famosos.

O tão esperado novo álbum, teve lançamento adiado para 2009, mais concretamente para o segundo semestre desse ano. Michael havia trabalhado com vários produtores conhecidos como Teddy Riley, Will.i.am, entre outros.

2008: Thriller 25th, King of Pop e a venda de Neverland
Fotografia aérea da parte sul do rancho Neverland.

Numa tentativa de resgatar a visibilidade musical de Jackson, em 11 de fevereiro de 2008, a SonyBMG lançou Thriller 25th, uma edição comemorativa dos 25 anos do lançamento de Thriller, o seu mais conhecido álbum. Foram confeccionados remixes com a participação de artistas da época para compor a lista das faixas. Dentre os convidados estão Will.I.Am, Akon, Fergie e Kanye West

A Edição Especial é composta pelo CD - contendo as faixas convencionais e os remixes, adicionado o verso solo de Vincent Price e a canção inédita For All Time - e um DVD, contendo os clipes do álbum e a performance de Billie Jean no 25º Aniversário da Motown, em 1983.

Thriller 25 pode ser considerado sucesso comercial: Chegou à posição #2 nos Estados Unidos, #3 no Reino Unido, e no TOP#10 em mais de trinta países. Atingiu três semanas em primeiro lugar na França, e duas semanas, em primeiro da Argentina, Bélgica, e no Reino Unido. Foi certificado "Disco de Ouro" em 11 países.

Nos Estados Unidos, Thriller 25th foi o segundo álbum mais vendido na sua semana de estreia, passando dos 166.000 exemplares. Foi inelegivel para o chart Billboard 200 por ser relançamento, mas entrou no Pop Catalog no número um, onde permaneceu durante nove semanas consecutivas. Este foi o melhor lançamento Jackson desde Invincible em 2001, com um valor estimado de 500.000 exemplares e 2 milhões de cópias vendidas em 12 semanas.

Atualmente está entre os 10 álbuns mais vendidos do ano de 2008.

Para comemorar o aniversário de 50 anos de Michael Jackson a SonyBMG lançou “King of Pop” a primeira coletânea interativa de Michael Jackson que contou com seu público para seleção das faixas.

O cantor vendeu seu rancho Neverland, depois de três anos sem morar no lugar. No entanto gerou controvérsia da imprensa, já que ele vendeu a propriedade para uma companhia que ele mesmo era um dos donos.

This Is It

This Is It seria uma série de 50 concertos que teria início em 13 de Julho de 2009, na O2 Arena, em Londres. Os shows seriam suas primeiras aparições significantes desde a bem-sucedida HIStory World Tour de 1996/1997, já que em 2001, ano de lançamento de seu mais recente álbum de inéditas, não foi realizada uma turnê para a promoção deste álbum, apenas 2 concertos foram realizados na cidade de Nova Iorque para a comemoração de seus 30 anos de carreira. Os 750 mil ingressos para esses concertos esgotaram apenas 5 horas após o início das vendas.

Os ensaios finais da turnê foram todos filmados em alta definição, são mais de 100 horas de vídeos que darão origem a um filme, entitulado This Is It. O filme será produzido pela Columbia Pictures, dirigido por Kenny Ortega e a edição final do longa deve estar pronta em outubro de 2009.

Morte
Mídia e uma multidão de fãs em frente ao Ronald Reagan UCLA Medical Center, em Los Angeles, após o anúncio da morte do cantor.

Em 25 de junho de 2009, foi noticiado que Michael Jackson sofreu uma parada cardíaca em sua casa, na vizinhança de Holmby Hills, Los Angeles, CA, Estados Unidos. Os serviços de emergência médica socorreram o cantor em sua casa, na tentativa de reanimá-lo. Porém, como Jackson se encontrava em estado de coma profundo, ele foi levado às pressas para o Ronald Reagan UCLA Medical Center, o hospital universitário da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Desde sua internação, rumores haviam se espalhado pela imprensa confirmando seu falecimento. Sua morte teve uma repercussão internacional instantânea, sendo motivo de preocupação por parte dos fãs em muitas partes do mundo.

Funeral

Ver artigo principal: Funeral de Michael Jackson

O adeus a Michael Jackson foi no dia 7 de julho de 2009. Primeiro o corpo foi velado em cerimônia privada no Forest Lawn Memorial Park's Hall of Liberty, somente para familiares e amigos íntimos. Logo em seguida o corpo foi levado para um ato público no Staples Center, onde 17.500 pessoas acompanharam o tributo. Estima-se que até dois bilhões de pessoas tenha assistido ao funeral pela televisão, já que emissoras do mundo todo transmitiram o evento ao vivo.

Em Portugal

Michael Jackson actuou apenas uma vez em Portugal.

O espectáculo foi a 26 de Setembro de 1992 no Estádio José de Alvalade em Lisboa. O cantor só falou com a plateia duas vezes e disse "I love you" a começar e "peace" na despedida.[10]

No Brasil

Michael Jackson esteve três vezes no Brasil.

A primeira vez foi em setembro de 1974, quando ele tinha apenas 16 anos, com os Jackson Five, que faziam uma turnê pela América Latina, apresentando-se em São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte;

A segunda vez foi em outubro de 1993: Michael fez dois shows no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Na saída de uma visita a uma fábrica de brinquedos, um dos veículos da comitiva de Michael atropelou dois irmãos: a menina sem gravidade e o menino quebrou a perna. Michael visitou o rapaz no hospital.[11];

A última vez foi em fevereiro de 1996[12], quando ele esteve novamente no Brasil para gravar um clipe da canção They Don't Care About Us, na Favela Santa Marta do Rio de Janeiro e no Pelourinho, em Salvador.